Acordei, fiz minhas higienes e fui pra cozinha. Laís
já estava de pé.
Eu: Nossa são 7:30 e você já está de pé e pronta?
Laís: Fiquei ansiosa e com medo de me atrasar.
Eu: Pode deixar de ansiedade, precisa ficar calma pra
dar tudo certo.
Laís: Estou tentando.
Ela sorriu. Tomamos café e fui me arrumar.
Seguimos pro estúdio.
Enzo: Eai gata tudo bom?
Ele me cumprimentou.
Eu: Tudo e você?
Enzo: Bem também. Ual que poderosa.
Ele cumprimentou Laís.
Laís: Obrigada.
Enzo: Naiara ajuda Laís no figurino e a Márcia vai
cuidar da make.
Eu: Mas não sou boa nisso, ela entende tudo de moda.
Enzo: Essa é pacote completo então?
Sorrimos.
Laís arrasou no figurino e suas fotos ficaram um show.
Ela tinha o dom de fazer carão, era incrível.
Eu: Bora almoçar? Depois você tem que enfrentar o chefe.
Laís: Ai meu Deus, só de pensar nessa entrevista.
Eu: Se acalma, você precisa ser adorável, simpática e
super confiante, ele gosta de modelos assim.
Laís: Tá dizendo que não sou adorável nem simpática?
Eu: Não, mas não demonstra desconforto, e se ele te
oferecer um café, mesmo sendo ruim, como sempre. Você não recusa.
Laís: Gosto de café doce.
Eu: Pois o dele é amargo e horrível, vai ter que
tomar.
Sorrimos e fomos almoçar.
Laís: Vem cá, aquele Enzo é uma perdição também hein?
Eu: Vamos dizer que eu já provei.
Laís: Sério?
Eu: Sim, ele é bom até.
Ela caiu na risada.
Voltamos pra empresa e Laís foi convocada a subir pra
sala do Tadeu.
20 minutos depois ela voltou.
Eu: Eai?
Laís: Ele é super simpático, e bem pontual.
Eu: Eu sei, to falando das fotos o que ele achou?
Laís: Ele adorou, disse que vai dar entrada com os
papéis e que dentro de 15 dias já estou contratada.
Eu: Parabéns linda!
Abracei-a.
Laís: Obrigada.
Eu: Vai ficar aqui ou vai voltar?
Laís: Acho que vou voltar curtir meus pais, contar a
novidade e depois volto.
Eu: Vou procurar um apê pra você. Aliás, vou ver com
Bruna, ela é sozinha, vocês podem dividir.
Laís: Pela mor de Deus, eu não quero incomodar.
Eu: Shiiu! Não tá incomodando, vamos embora que eu
preciso malhar.
Voltamos pra casa. Liguei pra Bruna e ela topou, seria
bom. Só não convidei pra ficar comigo, porque saio muito, ela ficaria muito
sozinha. Laís ficou em casa e eu fui malhar.
** 1 semana depois**
Me arrumei e fui para o local onde ocorreria a sessão
de fotos pra revista. Me levaram pro camarim, fui colocada de frente a um
espelho enorme e muitas pessoas a minha volta. Manicure, cabelereiro, maquiador
e tudo mais.
Depois de quase pronta, fui colocar o vestido, não
seria só um, mas o primeiro era divino. Me imaginei casando... ACORDA NAIARA.
VOCÊ NÃO VAI CASAR ISSO TUDO É DE MENTIRINHA.
Fui levada para uma área linda onde tinha um buquê de
rosas vermelhas lindas e lá estava o ‘’meu noivo’’. Não, espera. Não pode ser,
era ele, mas como assim? Não acredito. Olhei pra Ângela que me encarou com um
olhar tipo: ‘’Se voltar atrás eu te mato’’.
Eu: Não pode ser verdade. –cochichei-.
Ângela: Vai lá e arrasa.
Ela me empurrou e eu segui.
Luan me entregou o buquê de rosas e o fotógrafo já
começou a sessão.
Roberto: Vamos começar? Bom, precisam ser bem
naturais, imaginem que estão se casando... Se soltem e tudo ocorrerá bem.
Aquilo pra mim poderia ser normal, aliás, já estava
acostumada com tudo isso. Percebi que ele não estava muito confortável cochichei.
Eu: Relaxa Luan, são só fotos.
Ele me olhou e continuou a fazer poses. Passamos a
tarde toda ali fotografando, estava muito cansada, não aguentava mais tanto
flash.
Fim de sessão estava indo pro camarim e pude escutar
uma voz me chamando.
Luan: Espera.
Não queria, mas esperei.
Luan: Quero falar com você.
Eu: Luan...
Luan: É sobre nós dois.
Ele me encarou. Me perdi em seus olhos, ele estava
sério.
Eu: Agora não é uma boa hora.
Sai dali rapidamente.
Cheguei em casa por volta das dez horas da noite. MEU
DEUS, QUE DIA!
Tomei meu banho, coloquei um vestidinho de cetim,
fazia séculos que não usava. E fui preparar algo pra comer. Ouvi a campainha
tocar. Quem seria?
Abri a porta e lá estava ele, com umas sacolas na mão.
Luan: Posso?
Abri espaço e deixei ele entrar.
Luan: Trouxe uns petiscos pra gente. Já imaginava que
iria comer.
Permaneci em silêncio.
Luan: Não vai falar nada?
Eu: Quer que eu fale o que? Você me ignora por dias,
agora volta, traz comida, e acha que é assim? Eu sou o que então?
Luan: Não quero que leve as coisas assim.
Eu: Quer que eu leve como?
Luan: Podemos comer e depois conversar como dois
adultos?
Peguei as sacolas e fui preparar algo pra comermos.
Querendo ou não eu estava muito feliz com ele ali, mas Luan brincava com meus
sentimentos. Não sei se era eu quem complicava muito as coisas, ou se era ele
que não tomava nenhuma atitude. E VOCÊ QUER QUE ELE FALE O QUE NAIARA? QUE ELE
TE AMA?
Meus pensamentos foram interrompidos por Luan.
Luan: Tá pronto, to com fome.
Eu: Sim, já ia te chamar.
Comemos num clima tenso. Ele sempre fazia graça eu
claro que queria rir, mas não deixei transparecer, precisava ser dura, ou será
que já fui demais?
Lavei a louça e me sentei na sala.
Luan: Acho que já podemos conversar não é mesmo?
Assenti com a cabeça.
Luan: Pode começar.
Eu: Eu?
Luan: Eu quero ouvir da sua boca, se querer me bater, falar
mal, pode fazer. Eu só preciso te ouvir, mas fala com o coração.
Eu: Vou ser civilizada desta vez.
Luan: Só não minta pra mim, por favor. Eu estou
confuso com tudo isso.
Eu: Luan, eu só quero saber uma coisa. Aquele dia eu
disse que te amava, você me ignorou, pensei que voltaria atrás, mas você não
fez nada.
Luan: Você me disse que eu só te trazia sofrimento,
pediu pra eu sumir de vez.
Eu: Mas eu disse que te amava Luan, isso não foi nada
pra você?
Luan: Eu escutei, mas pensei que era só por conta do
nervosismo.
Eu: Pois é, você vacilou.
Luan: Eu não vacilei, estou aqui não estou? Preciso
entrar em um acordo, não suporto mais essa pressão.
Eu: Não estou te pressionando.
Luan: Não falei que é você. Esses dias todo fiquei
pensando em te procurar, mas estava com medo. Você sempre age por impulso, me
ligou bêbada na madrugada, queria que eu viesse aqui.
Eu: E você não veio.
Luan: Você estava bêbada, no outro dia iria me
estapear, falar mal acha que isso não me chateia?
Eu: Luan eu bebi sim, mas eu estava em totais
condições, liguei porque realmente eu queria que você viesse.
Luan: Você disse que mudou.
Eu: E pelo visto você não acreditou não é mesmo?
Luan: Não é isso.
Eu: Até quando vai desconfiar de mim? Dos meus
sentimentos?
Luan: Até você me provar que eles são verdadeiros,
você não me dá motivos pra acreditar.
Quando ele disse aquilo minha deusa interior gritou:
‘’ VAI NAIARA, MOSTRA PRA ELE. MATA ESSA SUA VONTADE, ESSE DESEJO, PROVA PRA
ELE. VOCÊ É CAPAZ E SABE DISSO. ’’
Peguei Luan pelo braço e sai puxando-o pro meu quarto,
tranquei a porta e ele ficou espantado.
Luan: O que você tá fazendo?
Eu: Você não me pediu pra provar os meus sentimentos?
Luan: Naiara...
Eu: Shiiu! Fica quietinho, que hoje sou eu quem manda.
Subi em seu colo e comecei a beijá-lo vagarosamente.
Deitei-o na cama e fui tirando sua camisa, ele mesmo foi tirando seu sapato.
Ele estava doido de desejo e eu também. Voltei a beijá-lo novamente, desta vez
com mais calor, Luan apertou minha cintura e começou a beijar meu ombro. Pude
sentir uma alça do meu vestido caindo e em seguida a outra, terminei de tirá-lo
ficando só de lingerie, por sorte era Pink, a cor que o deixava louco.
Ele estava só de cueca, box e vermelha, o que deixou
sua excitação bem visível. Comecei a rebolar em seu colo o que arrancou leves
gemidos, fui depositando beijos por seu peito todo e descendo. Já perto de sua
barriga outro gemido soou dessa vez com mais desejo.
Luan: Não brinca comigo...
Tirei sua cueca e me apossei dele TODO. Luan estava
delicioso, percebi que logo gozaria e parei. Voltei a beijá-lo e ele me virou,
deixando-me por baixo.
Arrancou meu sutiã com certa voracidade e se apossou
de meus seios. Começou a beijar minha barriga e foi descendo.
Eu: Luan...
Ele arrancou minha calcinha com a boca e se apossou de
minha intimidade. O que me levou a loucura. Ficou certo tempo ali e eu já
estava prestes a gozar.
Eu: Luuaaaaan. Eu vou...
Não deu tempo, me derramei em seus lábios. Ele voltou
a me beijar.
Luan: Eu preciso te sentir.
Pegou a camisinha em cima da minha cômoda e colocou.
Em seguida abriu mais minhas pernas e foi me penetrando lentamente. Trocamos de
posições várias vezes, estávamos suados, por fim nosso orgasmo chegou junto.
Luan se jogou do meu lado na cama com a respiração ofegante.
Luan: Caraca. Estou sem pernas.
Eu: Você pediu pra eu provar. Entendeu agora?
Luan: Acho que sim.
Me levantei enrolada no lençol e fui tomar um banho.
Coloquei um pijama e me deitei em seu peito.
Luan: Nah, essa nossa noite, vai se repetir?
Eu: Só se você merecer.
Luan: Desculpa por ter duvidado de você.
Eu: Acho que já fui grossa demais.
Luan: Então aquele tempo todo do meu namoro, de quando
você ficava brava sem motivos...
Eu: Era ciúmes Luan. Eu negava pra mim mesma, mas todo
mundo sabia.
Luan: E eu lerdo como sempre, nunca percebi. Pra mim
era coisa de amigo sabe?
Eu: Você sabe que eu te amo, mas não precisa se
envolver por dó. Fiz isso hoje porque você pediu pra eu provar, te fazer acreditar.
Mas não quero te forçar a nada.
Luan: Você nunca me forçou a nada, se isso aconteceu,
foi porque eu também quis, e quero que se repita por muitas vezes.
Eu: Luan posso te pedir uma coisa?
Luan: Claro.
Eu: Vamos com calma, não quero me ferir mais.
Luan: Toda calma do mundo.
Ele beijou minha testa e adormecemos.
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