sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Capitulo 11

Cheguei na casas dos meus pais e não tinha ninguém por lá. Ou seja, fiquei pra fora. Resolvi ligar, mas o celular deles só dava fora de área, comecei a ficar preocupada. Vi Amarildo chegando de carro, e resolvi ir perguntar.
Eu: Oi Sr. Amarildo.
Ele veio a meu encontro e me abraçou.
Amarildo: Olá Naiara, tem desfile aqui?

Sorri.
Eu: Não. Vou viajar com meus pais, mas eles não estão em casa e eu não consigo falar com eles. Sabe onde estão?
Amarildo: Á querida, eu acabo de chegar de Maringá. Não sei nem se a Marizete está em casa. Me desculpe.
Eu: Que isso, não precisa se desculpar. Tudo bem vou tentar ligar de novo pra eles.
Me despedi e sai.
Liguei pra minha mãe ela atendeu.
Eu: Alô, mãe?
Cíntia: Oi filha, não te escuto bem, fala mais alto.
Eu: Mãe onde vocês estão?
Cíntia: Estamos aqui na chácara do Luan querida, venha para cá. Esqueci de avisar, vim ajudar a Marizete a faxinar, amanhã eles vão comemorar o aniversário dela por aqui.
Eu: Mãe a nossa viajem?
Cíntia: Vamos ter que adiar. Deixa pro fim do ano, ou no meio do ano quem sabe.
Eu: Eu não acredito nisso mãe, fiz compras especialmente pra me deliciar do clima de Aracaju e você me diz que não vamos mais?
Cíntia: Desculpe querida, mas é que eu havia me esquecido do aniversário dela.
Eu: Tudo bem estou voltando pra São Paulo hoje mesmo então.
Cíntia: Naiara Cardoso você vai ficar ai em casa, e vai vir amanhã na festa da Marizete.
Eu: Mas eu não quero ir. Deseja Parabéns pra ela.
Cíntia: Você vai vir e ponto. Não quero discussão, Tchau.
Ela desligou.
Ela estava me obrigando a ir nessa festa, é isso mesmo? Pronto, eu com 20 anos levando pito da minha mãe. Que vergonha!
Estava pra fora de casa. Vi um carro se aproximando e vi que era Amarildo.
Amarildo: Naiara estou indo pra chácara, eles estão todos lá. Vamos comigo.
Eu: Acho melhor eu ir, já que estou com minhas malas fora de casa.
Coloquei-as na porta malas do carro dele e fomos pra chácara do Luan. Acho que ele nem imaginava que eu estaria lá. Chegamos e aquilo estava a todo vapor. Até Bruna estava lá e nem pra me avisar. Luan chegaria de noite e dormiria na chácara mesmo. Encerramos os serviços e minha mãe e Marizete iriam embora, Bruna ficaria sozinha e resolvi ficar pra fazer companhia!
Tomei um banho coloquei meu pijama e fomos fazer um fondue, já que estava um pouco frio.
Bruna: Tudo pronto gata, só falta os morangos.
Eu: Bruna, não tem morango na geladeira!
Bruna: Claro, aqui é tudo na hora. Vai lá no pé e colhe uns.
Eu: Tá de noite criatura. Como vou ir pegar morango no escuro?
Bruna: Aqui o farolete toma.
Ela me entregou e eu fui pegar os morangos. Gente aquilo era uma horta de morangos, tinham muitos. Peguei muitos e voltei pra cozinha, Bruna não estava mais lá, lavei-os e fui pra varanda.
Eu: Vem cá, aquilo é uma horta de morango?
Disse colocando o pote com morangos na mesa e me sentando de frente pra ela.
Bruna: Amanhã eu te mostro o resto. Tem muita coisa aqui. Luan e minha mãe que deram a ideia de plantarem legumes, frutas, verduras por aqui.
Eu: E foi uma ótima ideia. É bastante espaçoso, dá pra fazer muita coisa.
Bruna: Falar nele, já deveria ter chegado. Vou ligar pra ele.
Ela pegou o telefone e ligou.
Bruna: Pi cadê você?
Luan: Oi piroca, eu já to chegando.
Bruna: Anda logo menino tô te esperando.
Luan: Se tá aí sozinha? Como que a mamusca deixa uma coisa dessas?
Bruna: Não Luan a Naiara tá aqui comigo seu anta.
Luan: Á Nah tá ai?
Bruna: Ta.
Ele não falou mais nada. Desligou na cara dela.
Bruna: Que abusado. Desligou na minha cara!
Eu: O que ele disse?
Bruna: Que já tá chegando. Ele te chamou de Nah.
Eu: Ele e seus apelidos.
Bruna: Pensei que iria falar mal dele.
Eu: Bruna, eu esqueci cara.
Comecei a rir.
Bruna: O que foi?
Eu: Eu e o Luan, a gente voltou a se falar.
Bruna: O que? Como assim? Me conta tudo.
Contei pra ela e logo vimos um farol de carro se aproximando.
Bruna: É ele. Vou lá abrir a porteira.
Ela se levantou e saiu correndo. Luan entrou com o carro, estacionou embaixo de um pé de sete copas e saiu carregando um monte de sacolas.
Luan: Ou dá pra me ajudar ao invés de ficar olhando?
Eu: Dá pra pedir com educação?
Peguei umas sacolas e levei lá pra dentro.
Descarregamos tudo e ficamos a madrugada ali na varanda conversando.
Luan: Gente eu quero mais.
Luan estava chupando os dedos cheios de chocolate.
Eu: Luan pela mor para de ser gordo cara.
Bruna: Nossa Luan você comeu tudo?
Ela pegou o pote de morango que estava vazio.
Eu: Deus me livre, não sei como consegue. Até o pote da calda do chocolate ele terminou de comer.
Luan: Vão implicar mesmo? O gordo sou eu não é?
Bruna: Vish, num tá mais aqui que m falou ou.
Eu: Depois quando eu digo que é chato ele ainda reclama!
Luan: Gente eu amo vocês, agora podem ir fazer mais?
Bruna: Eu não vou fazer, já são 2:30 da madrugada. Boa noite, eu vou me deitar.
Eu: Espera eu também vou. Amanhã temos que acordar cedo, sua mãe disse que chega umas 7:00 no máximo.
Luan: Vão me abandonar mesmo?
Bruna foi e eu ia atrás mas Luan me puxou pelo braço.
Eu: Que foi criatura?
Luan: Fica mais um pouquinho, por favor.
Eu: Luan a gente precisa descansar. Limpamos isso aqui tudo.
Luan: Ta bom. Vai dormir então, eu fico sozinho, se alguém me raptar, só não quero ver você chorando.
Eu: Por favor, Luan, deixa de manha! Boa noite.
Luan: Eu quero meu abraço.
Abracei-o e fui me deitar. Olhei da janela e pude ver ele olhando pro céu. Queria ter ficado lá, mas não podia, evitei de acabarmos ficando novamente. Já que era sempre assim. Lembrança do nosso primeiro beijo veio em mente. Eu com 16 anos e ele com 18, Bruna tinha apenas 14, eles estavam de férias e foram ficar uns dias em casa.
-Flash back on-
Estávamos na piscina e Bruna resolveu sair. Ela foi pro quarto e eu e Luan ficamos lá que nem duas crianças brincando.
Luan jogou a bola pra fora da piscina e eu tive que ir buscar. Escorreguei na grama e cai. Luan correu pra ver se estava tudo bem, me levantei e sai correndo dizendo:
Eu: Você não me pega.
Luan começou a correr atrás de mim, me alcançou rapidamente. Tropeçamos um nos pés do outro e caímos, ele ficando por cima de mim. Nossos olhos se cruzaram e eu me perdi em seus lábios. Era vergonhoso dizer que com 16 anos aquele foi meu primeiro beijo, mas foi e foi muito mais que eu sonhei.
-Flash Back off-

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