quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Capitulo 10

Luan: Oi. –ele deu um leve sorriso-.
Eu: É... Oi. Entra. –dei espaço e ele entrou-.
Luan: Precisava falar com você.
Eu: Pois bem.

Luan: Sei que ainda está bolada com aquilo da boate, daquela confusão.
Eu: Que bom que sabe.
Luan: Eu não tive culpa se vocês se agrediram fisicamente e verbalmente. Não sei o que te deu pra ter feito aquilo com ela.
Eu: É Luan você continua acreditando nela né? Você acha mesmo que eu precisaria me rebaixar tanto, a ponto de ter que agredi-la?
Luan: Eu não sei. Vocês mulheres são confusas.
Eu: Por favor, você me conhece desde seus 16 anos. Sabe que não faço esse tipo. É mais fácil admitir que preferiu ela e pronto.
Luan: Não tem essa de preferir. Mas depois do meu namoro a gente começou a se afastar, você só me dava patadas, acha mesmo que eu teria que ficar escutando tudo calado?
Eu: Dava patada mesmo Luan. Ela fez você ficar contra mim, você me desprezava não me dava mais atenção. Eu sentia falta.
Luan: Naiara ela era minha namorada. Acha que eu teria que ir na sua casa de madrugada como antes, assistir filmes, ficar agarradinhos e tudo mais?
Eu: Não me refiro á isso. Mas mandar uma mensagem me fazeria bem, um abraço me fazeria bem. Um olhar com um sorriso me fazeria bem. Mas nem isso você conseguia fazer.
Luan: Me desculpe, eu amava a Jade. Não queria que ela pensasse que tínhamos algum caso.
Eu: E você se importava mesmo com isso? Ela sabia que éramos apenas amigos. Nada passava disso. Um abraço, um sorriso, não fazeria diferença alguma.
Luan: Você sabe que não éramos só amigos.
Eu: Éramos sim. Só porque ficamos algumas vezes? Isso não diz nada!
Luan: E a nossa transa Naiara? Isso não foi nada pra você?
Eu: Foi Luan. Foi muita coisa pra mim, eu me entreguei á você de corpo e alma, pensei que poderíamos ter algo. Mas em menos de um mês você assumiu um namoro.
Luan: A gente se entregou por amor. Depois daquela noite, você não me procurou, eu estava esperando um ‘’eu te amo’’ pra poder ter a certeza de que teríamos algo.
Eu: E você acha que eu que deveria ir atrás? Por favor, né?
Luan: E se eu fosse e levasse uma patada? Tive medo de estar confundindo as coisas.
Eu: Arriscasse! Mas nem isso que é bom você fez. Aquilo me magoou muito.
Luan: Me desculpa, eu estava indeciso, confuso, com medo.
Ele se aproximou.
Eu: As coisas não são assim Luan.
Me afastei.
Luan: Eu só quero ficar na paz com você. Não tô te impondo a nada. Só diz que vai voltar a ser carinhosa, a me xingar. Que vamos voltar a fazer viagens inesperadas, só diz isso, por favor.
Eu: Isso são tempos que não voltam. Você acha que é só você vir aqui, falar essas coisas que tudo vai se resolver? E esse aqui. Como fica? –Coloquei a mão sobre o meu peito-.
Pude ver seus olhos se enchendo de lágrimas. Ele ia chorar.
Luan: Eu não queria que as coisas ficassem assim.
Eu: Mas você fez.
Luan: Me perdoe, por favor. Eu preciso de você.
Eu: Não, você não precisa de mim. Agora que não tem mais ninguém, a trocha aqui serve.
Luan: Não é assim. Só quero te ter por perto. Eu nunca me esqueci de você. Sempre penso em você antes de dormir, lembro das nossas travessuras, isso me faz falta, você não sabe como faz.
Eu: Não sei Luan. Eu preciso ter a certeza que não vou me decepcionar novamente.
Luan: Eu te prometo. Só volta á ser aquela Naiara de antes. Por favor. Me dê mais essa chance.
GENTE ELE DEIXOU UMA LÁGRIMA CAIR! S-O-C-O-R-R-O.
Eu: Tudo bem Luan. Mas vamos com calma.
Ele sorriu e me abraçou. Eu o apertei bem forte.  Estava com saudades daquele abraço. Não sabia se estava fazendo o certo, mas eu resolvi dar mais uma chance á ele. Seria bom pra nós dois.
Luan: Sinto cheiro de creme de abacate.
Eu: Como adivinhou?
Luan: Á querida, eu sou viciado nesse trem. Cadê? Eu quero!
Eu: Vou buscar.
Peguei uma tigelinha e levei pra ele.
Luan: Mas só isso? Que miséria é essa Nah?
Á ELE VOLTOU A ME CHAMAR DE NÁH.
Eu: Nossa Luan, você é um gordo mesmo.
Peguei a tigela grande, e acreditem ou não. ELE COMEU TUDO!
Luan: Que delícia. Gutão vai me matar.
Eu: Você comeu tudo? Nem deixou pra mim. Luan seu PUTO!
Luan: Olha o respeito boca suja.
Eu: Eu fiz com maior carinho e você nem me deixou provar.
Luan: Faz mais e prova uai.
Ele pegou um pedaço de bolo de cenoura com cobertura de chocolate que tinha na geladeira.
Eu: Olha isso cara. Vou ter que fazer compra. Você tá comendo tudo. Chega para vai.
Luan: Só esse bolo.
Ele fez bico.
Eu: Só esse bolo. Que eu saiba você não pode comer doce.
Luan: É verdade, mas ás vezes abrir uma exceção é legal.
Eu: Af, você não muda mesmo. Continua chato!
Luan: Aé? Eu sou o chato então?
Ele se aproximou com as mãos e os lábios cheios de chocolate.
Eu: Continua chato, gordo, e feio.
Luan: E você continua feia, arrogante e chata.
Ele lambuzou meu nariz de chocolate. CACHORRO!
Eu: Olha o que você fez guri. Vou ter que tomar outro banho.
Luan: É só passar o guardanapo.
Ele se aproximou e limpou onde sujou. Nossos olhos se cruzaram, nossos lábios iam se encontrar, mas seu celular tocou. Ele atendeu e disse que precisava ir. Nos despedimos e ele se foi. Aquilo tava uma bagunça. Arrumei tudo e fui me deitar, sorrindo feito uma boba.
Acordei fiz minhas higienes, tomei café e fui arrumar minhas malas. Embarcaria pra Londrina depois do almoço.
...

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