segunda-feira, 10 de março de 2014

Capitulo 40

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Eu: Pera Babi já vai!
Peguei meu celular e fomos pro carro. Luan nos esperava.
Luan: Que demora. –me deu um selinho-
Eu: Desculpa, mas eu tenho remédios pra tomar se você não sabe ainda.
Luan: Podemos ir agora?
Eu: Sim.
Ele deu partida e fomos curtir o carnaval carioca. Isso mesmo, estávamos no Rio De Janeiro, camarote Brahma, tudo de bom, só que dessa vez eu era uma mulher comprometida, não sairia com nenhum cara, a não ser o Luan, claro.
Babi: Que lugar incrível, olha o tanto de gente.
Eu: Lindo né?
Babi: Muito lindo, que saudades que eu estava dessa cidade.
Eu: Quem vê pensa que nunca veio aqui.
Babi: Já vim, mas faz meses que não venho.
Luan: Nah quer algo pra beber?
Eu: Você busca?
Luan: Sim, e você não sai daqui.
Eu: Tá.
Enquanto Luan foi buscar uma bebida eu e Babi ficamos ali conversando e admirando o desfile que já tinha começado. Babi se afastou pra falar no celular e logo voltou.
Eu: Quem era?
Babi: Leandro.
Eu: Ui, to vendo que o bofe gamou.
Ela riu.
Babi: Deixa de ser boba Naiara. Ele disse que tá vindo pra cá com o irmão dele.
Eu: O Lucas?
Babi: Sim. Ele tem outro irmão?
Eu: Acho que não. –sorri-.
Luan voltou com as bebidas e entregou uma pra cada.
Eu: Porque demorou tanto?
Luan: Camarote cheio se quer o que?
Eu: Hum. Espero mesmo que tenha sido por causa disso.
Luan: Ciúmes agora não.
Eu: Já parei.
Ficamos todos juntos bebendo e sorrindo e logo Lucas e Leandro chegaram nos cumprimentou e Luan fechou a cara. Percebi seu desconforto e puxei-o pra um lugar distante.
Eu: Luan arruma essa cara. Por favor.
Luan: É a única que eu tenho.
Eu: Vai ficar com ciuminhos bobo agora?
Luan: Não to com ciúmes-ele disse bebendo um gole da cerveja e virando a cara-.
Eu: Não, eu que to.
Luan: Tá?
Eu: Você tá insuportável hoje.
Me virei e deixei ele sozinho. Fui pra perto do pessoal e Babi e Leandro estavam entre beijos, Lucas se aproximou e ficamos conversando, Luan ficou fitando a gente de longe, até uma loira se aproximar dele e eu nem esperei um segundo para acabar com a alegria dela.
Eu: Então amor, vamos pra lá? –falei e dei um selinho nele-.
A tal loira não se tocou e continuou ali, até eu me tocar que era a Bárbara Evans.
Bárbara: Então Luan, tá curtindo?
Luan: Opa e você?
Bárbara: Também, só faltou companhia, mas tudo bem.
Eu: Ai que pena fofa, porque ele já ta acompanhado.
Peguei Luan pelo braço e sai arrastando-o dali.
Luan: O que foi?
Eu: O que foi? Aquela puta tava se atirando em seus braços e você dando trela?
Luan: Ela é apenas uma amiga e eu não estava dando trela pra ninguém.
Eu: Não, eu que tava.
Luan: Tava mesmo. Tanto é que me deixou falando sozinho e ficou aqui de ti ti ti com o Lucas.
Eu: Para de neurose Luan. O cara chegou te cumprimentou conversou com você, quer dizer, ele tentou né? Porque você nem moral pra ele deu.
Luan: Neurose? Áh me polpa Naiara. Você sabe que eu não gosto que você e ele fiquem de segredinhos.
Eu: Que segredinhos Luan? Agora não posso mais falar com ele?
Luan: Foda-se não quero saber, você sabe que eu não gosto.
Eu: Sinto muito mais vai ter que gostar.
Luan: Então vai lá com ele, pode ir.
Eu: Que saco. Eu não vou com ninguém, olha lá ele. Tá beijando uma loira, enquanto nos dois que somos namorados estamos discutindo em pleno carnaval por idiotices sua.
Luan olhou pro Lucas e abaixou a cabeça.
Luan: Me desculpa.
Eu: Não precisa fazer cara de cachorro, e pode parar de beber também. Tá tudo bem, mas você precisa parar de ser tão infantil assim.
Luan: Eu não sou infantil, só cuido do que é meu.
Eu: Tá, agora me da um beijo e fica quieto.
Ele me puxou pela cintura e nos beijamos, um beijo intenso e muito quente. Luan aprofundou suas mãos e apertou minha cintura, o que me fez entender o que ele queria.
Eu: Segura ai amor, agora não. –disse em um sussurro em seu ouvido-.
Luan: Eu preciso de você Naiara.
Ele começou a beijar meu pescoço e apertou minha bunda.
Eu: Luan. Para!
Me afastei dele.
Luan: O que foi?
Eu: Estamos em um lugar não apropriado, em casa continuamos.
Luan: Tanta gente faz sexo na rua, porque não podemos?
Comecei a rir, ele estava bêbado.
Eu: Porque somos diferentes. Agora vem, vamos embora.
Luan: Ah safada, sabia que não resistiria.
Eu: Eu nunca resisto. –disse dando-lhe um selinho-.
Avisei Babi e me despedi do Lucas que por via estava com a mesma loira no maior love. Fomos pro hotel e lá continuamos a nossa noite. Amanhecemos o dia fazendo amor e foi muito bom, muito mesmo.
Me levantei e a sala estava uma bagunça, tinha roupa por todo lado e até um vaso quebrado. Aquelas roupas não eram minhas nem do Luan. Segui as peças e tudo acabou na sacada, e lá estava os dois pombinhos enrolados na toalha da mesa: Babi e Leandro. Aquilo merecia uma foto, estava muito fofo mesmo. Comecei a rir e acabei acordando eles. Babi levantou quase num pulo e Leandro também.
Eu: Bom dia. Pelo visto a coisa aqui foi boa né?
Babi: Prima que vergonha, desculpa, mas você e o Luan estavam lá em cima, preferimos vir pra cá mesmo.
Eu: Relaxa, tá tudo bem. Só arruma essa bagunça e você mocinho –disse apontando pro Leandro- vai pagar aquele vaso que quebrou.
Leandro: Como sabe que foi eu?
Eu: Conheço homens quando estão com fogo.
Leandro: Ai que vergonha.
Eu: Não precisa, eu não vi nada.
Babi: Vou tomar um banho.
Leandro: Tá, eu também vou.
Eu: Até porque se um sair e outro ficar não vai dar certo, já que ambos estão enrolados na mesma toalha.
Eles riram e saíram andando juntinhos.
Voltei pra sala e Luan estava lá rindo.
Eu: Bom dia, pelo visto encontrou Babi e Leandro né?
Luan: Sim, cara o que aconteceu aqui? Fomos nós que fizemos isso?
Eu: Não Luan, os causadores foram a Babi e o Leandro.
Luan: Caramba, já tava ficando com medo dessa bagunça.
Eu: Bem que eu poderia ter quebrado esse vaso na sua cabeça, estava merecendo.
Luan: Engraçadinha, adorei a piada.
Ele se aproximou e roubou um beijo.
Eu: O que vamos fazer hoje?
Luan: Não sei, o que você quer fazer?
Eu: Áh, por mim tanto faz.
Luan: Que tal eu chamar a galera e fazer um churrasco?
Eu: Luan estamos em um apartamento de hotel, se esqueceu?
Luan: Eu moro em São Paulo agora, esqueceu?
Eu: Mas estamos no Rio de Janeiro seu lerdo.
Luan: A gente volta pra São Paulo, simples.
Eu: Por mim tanto faz.
Luan: Sua prima toparia?
Eu: Não sei. Mas acho que ela preferia ficar aqui com Leandro.
Luan: Vai lá falar com ela enquanto preparo algo pra gente comer.
Eu: Você na cozinha?
Luan: Acha que eu não sei cozinhar?
Eu: Acho.
Luan: Não sei mesmo, mas eu invento algo.
Eu: Tá.
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Chegamos na casa do Luan e já tinha uma galera lá. Bruna tinha chamado as amigas, Marizete e Amarildo também estavam e mais umas 8 pessoas, incluindo uns amigos músicos do Luan. Babi e Leandro ficaram no Rio, iriam curtir mais um dia do carnaval carioca. Fui pra cozinha ajudar Marizete, que por via estava sozinha e Luan foi pra piscina beber com os amigos.
Eu: Que galera folgada, deixando você cozinhar e não ajudam em nada.
Marizete: Que isso Naiara, eu até prefiro cozinhar sozinha, não confio naqueles rapazes.
Ela riu.
Eu: Isso é fato. Mas e a Bruna?
Marizete: Tá com as amigas e já me avisou que hoje queria descanso.
Eu: É folgada mesmo.
Marizete: Vou levar essa travessa de salada pro pessoal.
Eu: Deixa que eu te ajudo.
Peguei uma outra travessa com molho e levamos até o povo. Não tinha percebido que o Israel estava ali, ele era um lindo mesmo. Estava me encarando e sorrindo, o que me fez ficar com vergonha.
Luan: Posso saber do que está rindo?
Eu: Nada não, coisa boba.
Luan: Sei. Vem aqui, vamos cumprimentar meus companheiros.
Ele me pegou pela cintura e fomos em direção, e lá estava o grupo: Israel, Sorocaba, Mariano, Testa, Gutão e Thiago Brava. Cumprimentei todos e resolvi sair dali, antes que Luan percebesse que Israel estava me encarando.
Eu: Se me dão licença eu vou pra cozinha ajudar a Marizete.
Luan: Tá, aproveita e pede pra ela fazer uma maionese.
Eu: Tabom seu folgado.
Israel: Poderia aproveitar e me mostrar onde fica o banheiro?
Engoli seco e olhei o Luan.
Luan: Pode ir lá cara, leva ele até o banheiro Nah.
Eu: Ta.
Levei Israel até o banheiro e no meio do caminho recebi uma cantada.
Eu: Aqui é o banheiro, fica a vontade.
Israel: Só se você entrar nele comigo.
Olhei pra ele e dei risada e fui pra cozinha, preferi não falar nada pro Luan. Já que ele confiava tanto no ‘’parceiro dele’’, isso geraria intrigas e eu não gosto disso. Ajudei Marizete com mais algumas coisas e levamos o restante das coisas pra fora.
Passamos a tarde toda ali e depois resolvi ir dormir um pouco, estava cansada.
Eu: Luan, acho que vou subir e descansar um pouco.
Luan: Tudo bem Nah. Qualquer coisa me chama.
Eu: Tá.
Ele me deu um selinho e fui pro quarto dele. Quando estava pegando no sono escutei alguém abrir a porta, pensei que era Luan e continuei de olhos fechados. Senti uma mão passando pelo meu rosto, e se eu bem conhecia os toques do Luan, aquele não era ele. Abri meus olhos rapidamente e era o Israel, levantei rapidamente.
Eu: O que você tá fazendo aqui?
Israel: Áh... Me desculpe, não queria te acordar.
Eu: Não interessa garoto, sai daqui. –disse abrindo a porta-.
Israel: Calma, só queria te fazer dormir.
Eu: E eu sou alguma criança pra ter que me fazer dormir?
Israel: Não precisa ser grossa, quis ser carinhoso.
Eu: Muito obrigada, mas eu já tenho quem me dá carinho. Aliás, se você não sair, vou chamar ele, e te garanto que ele não vai gostar de ver nada disso.
Israel: Tudo bem, já vou sair.
Ele saiu e eu bati a porta e a tranquei-a. Só o que me faltava, agora eu vi coisa. Cara louco, se Luan sonhar no que ele fez, ele morre. Me deitei novamente e logo adormeci.
-Bruna Narrando-
Fui até meu quarto pegar meu celular que estava carregando e escutei vozes vindo do quarto do Luan. Sabia que era feio ouvir conversa atrás da porta, mas parecia que era a Naiara, e pelo tom da voz, ela não estava em bom humor.
Naiara: O que você tá fazendo aqui?
Israel: Áh... Me desculpe, não queria te acordar.
Peraí, era o Israel que tava ali dentro mesmo? O que ele estava fazendo ali? Ouvi passos e me escondi, vi Naiara colocando ele pra fora e só escutei ela batendo a porta. Me passaram mil coisas pela mente, ela não seria capaz de trair o Luan. Ou seria? Não Bruna, você tá viajando, ela estava brava, ele deve ter feito algo. Voltei pra junto das meninas e fiquei observando Israel. Ele me parecia preocupado, vi ele voltando pra dentro de casa e fui atrás.
Eu: Israel?
Israel: Oi Bruna?
Eu: Desculpe a pergunta, mas o que você tava fazendo no quarto do meu irmão com a Naiara?
Ele ficou sem reação e engoliu seco.
Israel: Estava procurando o banheiro e errei de quarto, foi isso.
Eu: Tem certeza?
Israel: Sim. Foi isso.
Eu: Tudo bem, mas de qualquer maneira, você sabe onde fica o banheiro, pois está na porta dele. –ri da cara dele, sabia que ele estava mentindo-.
Israel: Áh, que cabeça a minha, nem tinha percebido, me dê licença.
Ele entrou naquele banheiro e eu corri pro quarto do Luan. Aquela história estava muito mal contada. Bati na porta e demorou uns minutos Naiara abriu.
-Narração Off-
Acordei com a chata da Bruna batendo na porta, abri e ela já chegou entrando.
Eu: Fala Bruna.
Bruna: Te acordei?
Eu: O que acha?
Ela riu.
Bruna: O que o Israel estava fazendo aqui com você?
Revirei os olhos.
Eu: Aquele cara é maluco isso sim.
Bruna: Porque maluco?
Eu: Como sabe que ele esteve aqui?
Bruna: Tava passando e ouvi você berrando, e depois vi ele saindo e você batendo a porta.
Eu: Estava quase dormindo e ele teve a capacidade de entrar aqui e me fazer carinho no rosto e dizer que veio me por pra dormir.
Bruna começou a rir desesperadamente.
Eu: Qual a graça?
Bruna: Sério que ele fez isso?
Eu: Sim, ele é maluco, acho que não viu que eu namoro o Luan.
Bruna: Ele praticamente se jogou nos seus braços e perdeu a noção do perigo, porque se Luan descobre ele tá ferrado.
Eu: Sei disso, é a terceira vez que ele me canta. Uma vez na chácara do Luan e outra duas hoje.
Bruna: Eu aqui dando bobeira e ele querendo uma comprometida.
Eu: Como assim dando bobeira? E o Henrique?
Bruna: Terminamos.
Eu: Por quê?
Bruna: Ele me traiu.
Eu: O que?
Bruna: Sim, eu fui corna.
Eu: Mas ele me parecia tão fofo.
Bruna: Antes eu deveria acreditar na minha mãe que sempre falou: As aparências enganam Bruna.
Eu: Minha mãe também sempre falou isso.
Bruna: Conselho de mãe é aviso de Deus.
Eu: Sim. Agora vou tomar um banho que to com calor, depois desço pra lá.
Bruna: Tabom. Vou tar lá com as meninas.
Ela saiu e fui tomar meu banho.
-Luan Narrando-
Naiara foi dormir e eu continuei lá em baixo com o pessoal. Logo todos foram embora e resolvi tomar um banho, quando estava passando pela sala ouvi o Bruna falar o nome da Naiara e acabei escutando a conversa.
Bruna: Juro pra vocês, Naiara foi dormir e Israel teve a capacidade de entrar no quarto do meu irmão e fazer carinho nela.
O QUE? COMO ASSIM?
Subi as escadas correndo e fui direto pro meu quarto, cheguei lá Naiara estava de sutiã e calcinha com os cabelos molhados, deveria ter saído do banho.
-Narração Off-
Luan chegou de surpresa e eu estava só de lingerie.
Eu: Bater na porta é bom sabia?
Luan: Me responde uma coisa?
Eu: Sim.
Luan: Que história é essa que o Israel veio no meu quarto fazer carinho em você?
Eu: Bruna que contou?
Luan: Não interessa, então é verdade? –ele alterou o tom da voz-.
Eu: Ei, baixa a bola ai. Ele veio sim, mas eu coloquei ele pra correr. Cara sem noção.
Luan: Porque ele fez isso?
Eu: Pergunte pra ele, eu vim me deitar e ele entrou aqui, disse que veio me por pra dormir, como se eu fosse alguma criança.
Luan: Não acredito que ele fez isso. Sem contar que a criança é minha, e quem deve cuidar sou eu não ele.
Eu: Não sou criança.
Luan: Ele fez isso mais vezes?
Eu: Só andou me cantando, nada demais.
Luan: Nada demais?
Eu: Qual o problema? Eu não dava moral mesmo.
Luan: Por isso que aquele safado pediu pra você mostrar o banheiro pra ele.
Eu: Por isso que te olhei quando ele falou, mas você pediu.
Luan: Claro, como eu ia saber que ele te cantava, nunca me contou nada.
Eu: Não via necessidade, só isso.
Luan: Deixa ele comigo.
Eu: Não vai fazer nada.
Ele se aproximou de mim e me puxou pela cintura.
Luan: Vai defender ele então?
Eu: Não to defendendo, agora me solta que preciso terminar de me vestir.
Luan: Não precisa terminar, eu gosto assim.
Ele passou as mãos sobre meus seios e os apertou.
Eu: Luan, agora não é hora.
Luan: É sim.

Ele desabotoou meu sutiã e tirou-o, beijando meu pescoço. Desceu uma de suas mãos até minha intimidade e começou a massageá-la por cima da calcinha, o que me deu mais prazer. Me jogou sobre a cama e ali terminamos o que tinha começado.

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