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Eu: Pera Babi já vai!
Peguei meu celular e fomos pro carro. Luan nos
esperava.
Luan: Que demora. –me deu um selinho-
Eu: Desculpa, mas eu tenho remédios pra tomar se você
não sabe ainda.
Luan: Podemos ir agora?
Eu: Sim.
Ele deu partida e fomos curtir o carnaval carioca.
Isso mesmo, estávamos no Rio De Janeiro, camarote Brahma, tudo de bom, só que
dessa vez eu era uma mulher comprometida, não sairia com nenhum cara, a não ser
o Luan, claro.
Babi: Que lugar incrível, olha o tanto de gente.
Eu: Lindo né?
Babi: Muito lindo, que saudades que eu estava dessa
cidade.
Eu: Quem vê pensa que nunca veio aqui.
Babi: Já vim, mas faz meses que não venho.
Luan: Nah quer algo pra beber?
Eu: Você busca?
Luan: Sim, e você não sai daqui.
Eu: Tá.
Enquanto Luan foi buscar uma bebida eu e Babi ficamos
ali conversando e admirando o desfile que já tinha começado. Babi se afastou
pra falar no celular e logo voltou.
Eu: Quem era?
Babi: Leandro.
Eu: Ui, to vendo que o bofe gamou.
Ela riu.
Babi: Deixa de ser boba Naiara. Ele disse que tá vindo
pra cá com o irmão dele.
Eu: O Lucas?
Babi: Sim. Ele tem outro irmão?
Eu: Acho que não. –sorri-.
Luan voltou com as bebidas e entregou uma pra cada.
Eu: Porque demorou tanto?
Luan: Camarote cheio se quer o que?
Eu: Hum. Espero mesmo que tenha sido por causa disso.
Luan: Ciúmes agora não.
Eu: Já parei.
Ficamos todos juntos bebendo e sorrindo e logo Lucas e
Leandro chegaram nos cumprimentou e Luan fechou a cara. Percebi seu desconforto
e puxei-o pra um lugar distante.
Eu: Luan arruma essa cara. Por favor.
Luan: É a única que eu tenho.
Eu: Vai ficar com ciuminhos bobo agora?
Luan: Não to com ciúmes-ele disse bebendo um gole da
cerveja e virando a cara-.
Eu: Não, eu que to.
Luan: Tá?
Eu: Você tá insuportável hoje.
Me virei e deixei ele sozinho. Fui pra perto do pessoal e Babi e Leandro
estavam entre beijos, Lucas se aproximou e ficamos
conversando, Luan ficou fitando a gente de longe, até uma loira se aproximar
dele e eu nem esperei um segundo para acabar com a alegria dela.
Eu: Então amor, vamos pra lá? –falei e dei um selinho
nele-.
A tal loira não se tocou e continuou ali, até eu me
tocar que era a Bárbara Evans.
Bárbara: Então Luan, tá curtindo?
Luan: Opa e você?
Bárbara: Também, só faltou companhia, mas tudo bem.
Eu: Ai que pena fofa, porque ele já ta acompanhado.
Peguei Luan pelo braço e sai arrastando-o dali.
Luan: O que foi?
Eu: O que foi? Aquela puta tava se atirando em seus
braços e você dando trela?
Luan: Ela é apenas uma amiga e eu não estava dando
trela pra ninguém.
Eu: Não, eu que tava.
Luan: Tava mesmo. Tanto é que me deixou falando
sozinho e ficou aqui de ti ti ti com o Lucas.
Eu: Para de neurose Luan. O cara chegou te
cumprimentou conversou com você, quer dizer, ele tentou né? Porque você nem
moral pra ele deu.
Luan: Neurose? Áh me polpa Naiara. Você sabe que eu
não gosto que você e ele fiquem de segredinhos.
Eu: Que segredinhos Luan? Agora não posso mais falar
com ele?
Luan: Foda-se não quero saber, você sabe que eu não
gosto.
Eu: Sinto muito mais vai ter que gostar.
Luan: Então vai lá com ele, pode ir.
Eu: Que saco. Eu não vou com ninguém, olha lá ele. Tá
beijando uma loira, enquanto nos dois que somos namorados estamos discutindo em
pleno carnaval por idiotices sua.
Luan olhou pro Lucas e abaixou a cabeça.
Luan: Me desculpa.
Eu: Não precisa fazer cara de cachorro, e pode parar
de beber também. Tá tudo bem, mas você precisa parar de ser tão infantil assim.
Luan: Eu não sou infantil, só cuido do que é meu.
Eu: Tá, agora me da um beijo e fica quieto.
Ele me puxou pela cintura e nos beijamos, um beijo
intenso e muito quente. Luan aprofundou suas mãos e apertou minha cintura, o
que me fez entender o que ele queria.
Eu: Segura ai amor, agora não. –disse em um sussurro
em seu ouvido-.
Luan: Eu preciso de você Naiara.
Ele começou a beijar meu pescoço e apertou minha
bunda.
Eu: Luan. Para!
Me afastei dele.
Luan: O que foi?
Eu: Estamos em um lugar não apropriado, em casa
continuamos.
Luan: Tanta gente faz sexo na rua, porque não podemos?
Comecei a rir, ele estava bêbado.
Eu: Porque somos diferentes. Agora vem, vamos embora.
Luan: Ah safada, sabia que não resistiria.
Eu: Eu nunca resisto. –disse dando-lhe um selinho-.
Avisei Babi e me despedi do Lucas que por via estava
com a mesma loira no maior love. Fomos pro hotel e lá continuamos a nossa
noite. Amanhecemos o dia fazendo amor e foi muito bom, muito mesmo.
Me levantei e a sala estava uma bagunça, tinha roupa
por todo lado e até um vaso quebrado. Aquelas roupas não eram minhas nem do
Luan. Segui as peças e tudo acabou na sacada, e lá estava os dois pombinhos
enrolados na toalha da mesa: Babi e Leandro. Aquilo merecia uma foto, estava
muito fofo mesmo. Comecei a rir e acabei acordando eles. Babi levantou quase
num pulo e Leandro também.
Eu: Bom dia. Pelo visto a coisa aqui foi boa né?
Babi: Prima que vergonha, desculpa, mas você e o Luan
estavam lá em cima, preferimos vir pra cá mesmo.
Eu: Relaxa, tá tudo bem. Só arruma essa bagunça e você
mocinho –disse apontando pro Leandro- vai pagar aquele vaso que quebrou.
Leandro: Como sabe que foi eu?
Eu: Conheço homens quando estão com fogo.
Leandro: Ai que vergonha.
Eu: Não precisa, eu não vi nada.
Babi: Vou tomar um banho.
Leandro: Tá, eu também vou.
Eu: Até porque se um sair e outro ficar não vai dar
certo, já que ambos estão enrolados na mesma toalha.
Eles riram e saíram andando juntinhos.
Voltei pra sala e Luan estava lá rindo.
Eu: Bom dia, pelo visto encontrou Babi e Leandro né?
Luan: Sim, cara o que aconteceu aqui? Fomos nós que
fizemos isso?
Eu: Não Luan, os causadores foram a Babi e o Leandro.
Luan: Caramba, já tava ficando com medo dessa bagunça.
Eu: Bem que eu poderia ter quebrado esse vaso na sua
cabeça, estava merecendo.
Luan: Engraçadinha, adorei a piada.
Ele se aproximou e roubou um beijo.
Eu: O que vamos fazer hoje?
Luan: Não sei, o que você quer fazer?
Eu: Áh, por mim tanto faz.
Luan: Que tal eu chamar a galera e fazer um churrasco?
Eu: Luan estamos em um apartamento de hotel, se
esqueceu?
Luan: Eu moro em São Paulo agora, esqueceu?
Eu: Mas estamos no Rio de Janeiro seu lerdo.
Luan: A gente volta pra São Paulo, simples.
Eu: Por mim tanto faz.
Luan: Sua prima toparia?
Eu: Não sei. Mas acho que ela preferia ficar aqui com
Leandro.
Luan: Vai lá falar com ela enquanto preparo algo pra
gente comer.
Eu: Você na cozinha?
Luan: Acha que eu não sei cozinhar?
Eu: Acho.
Luan: Não sei mesmo, mas eu invento algo.
Eu: Tá.
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Chegamos na casa do Luan e já tinha uma galera lá.
Bruna tinha chamado as amigas, Marizete e Amarildo também estavam e mais umas 8
pessoas, incluindo uns amigos músicos do Luan. Babi e Leandro ficaram no Rio,
iriam curtir mais um dia do carnaval carioca. Fui pra cozinha ajudar Marizete,
que por via estava sozinha e Luan foi pra piscina beber com os amigos.
Eu: Que galera folgada, deixando você cozinhar e não
ajudam em nada.
Marizete: Que isso Naiara, eu até prefiro cozinhar
sozinha, não confio naqueles rapazes.
Ela riu.
Eu: Isso é fato. Mas e a Bruna?
Marizete: Tá com as amigas e já me avisou que hoje
queria descanso.
Eu: É folgada mesmo.
Marizete: Vou levar essa travessa de salada pro
pessoal.
Eu: Deixa que eu te ajudo.
Peguei uma outra travessa com molho e levamos até o
povo. Não tinha percebido que o Israel estava ali, ele era um lindo mesmo.
Estava me encarando e sorrindo, o que me fez ficar com vergonha.
Luan: Posso saber do que está rindo?
Eu: Nada não, coisa boba.
Luan: Sei. Vem aqui, vamos cumprimentar meus
companheiros.
Ele me pegou pela cintura e fomos em direção, e lá
estava o grupo: Israel, Sorocaba, Mariano, Testa, Gutão e Thiago Brava.
Cumprimentei todos e resolvi sair dali, antes que Luan percebesse que Israel
estava me encarando.
Eu: Se me dão licença eu vou pra cozinha ajudar a
Marizete.
Luan: Tá, aproveita e pede pra ela fazer uma maionese.
Eu: Tabom seu folgado.
Israel: Poderia aproveitar e me mostrar onde fica o
banheiro?
Engoli seco e olhei o Luan.
Luan: Pode ir lá cara, leva ele até o banheiro Nah.
Eu: Ta.
Levei Israel até o banheiro e no meio do caminho
recebi uma cantada.
Eu: Aqui é o banheiro, fica a vontade.
Israel: Só se você entrar nele comigo.
Olhei pra ele e dei risada e fui pra cozinha, preferi
não falar nada pro Luan. Já que ele confiava tanto no ‘’parceiro dele’’, isso
geraria intrigas e eu não gosto disso. Ajudei Marizete com mais algumas coisas
e levamos o restante das coisas pra fora.
Passamos a tarde toda ali e depois resolvi ir dormir
um pouco, estava cansada.
Eu: Luan, acho que vou subir e descansar um pouco.
Luan: Tudo bem Nah. Qualquer coisa me chama.
Eu: Tá.
Ele me deu um selinho e fui pro quarto dele. Quando
estava pegando no sono escutei alguém abrir a porta, pensei que era Luan e
continuei de olhos fechados. Senti uma mão passando pelo meu rosto, e se eu bem
conhecia os toques do Luan, aquele não era ele. Abri meus olhos rapidamente e
era o Israel, levantei rapidamente.
Eu: O que você tá fazendo aqui?
Israel: Áh... Me desculpe, não queria te acordar.
Eu: Não interessa garoto, sai daqui. –disse abrindo a
porta-.
Israel: Calma, só queria te fazer dormir.
Eu: E eu sou alguma criança pra ter que me fazer
dormir?
Israel: Não precisa ser grossa, quis ser carinhoso.
Eu: Muito obrigada, mas eu já tenho quem me dá
carinho. Aliás, se você não sair, vou chamar ele, e te garanto que ele não vai
gostar de ver nada disso.
Israel: Tudo bem, já vou sair.
Ele saiu e eu bati a porta e a tranquei-a. Só o que me
faltava, agora eu vi coisa. Cara louco, se Luan sonhar no que ele fez, ele
morre. Me deitei novamente e logo adormeci.
-Bruna Narrando-
Fui até meu quarto pegar meu celular que estava
carregando e escutei vozes vindo do quarto do Luan. Sabia que era feio ouvir
conversa atrás da porta, mas parecia que era a Naiara, e pelo tom da voz, ela
não estava em bom humor.
Naiara: O que você tá fazendo aqui?
Israel: Áh... Me desculpe, não queria te acordar.
Peraí, era o Israel que tava ali dentro mesmo? O que
ele estava fazendo ali? Ouvi passos e me escondi, vi Naiara colocando ele pra
fora e só escutei ela batendo a porta. Me passaram mil coisas pela mente, ela
não seria capaz de trair o Luan. Ou seria? Não Bruna, você tá viajando, ela
estava brava, ele deve ter feito algo. Voltei pra junto das meninas e fiquei
observando Israel. Ele me parecia preocupado, vi ele voltando pra dentro de
casa e fui atrás.
Eu: Israel?
Israel: Oi Bruna?
Eu: Desculpe a pergunta, mas o que você tava fazendo
no quarto do meu irmão com a Naiara?
Ele ficou sem reação e engoliu seco.
Israel: Estava procurando o banheiro e errei de
quarto, foi isso.
Eu: Tem certeza?
Israel: Sim. Foi isso.
Eu: Tudo bem, mas de qualquer maneira, você sabe onde
fica o banheiro, pois está na porta dele. –ri da cara dele, sabia que ele
estava mentindo-.
Israel: Áh, que cabeça a minha, nem tinha percebido,
me dê licença.
Ele entrou naquele banheiro e eu corri pro quarto do
Luan. Aquela história estava muito mal contada. Bati na porta e demorou uns
minutos Naiara abriu.
-Narração Off-
Acordei com a chata da Bruna batendo na porta, abri e
ela já chegou entrando.
Eu: Fala Bruna.
Bruna: Te acordei?
Eu: O que acha?
Ela riu.
Bruna: O que o Israel estava fazendo aqui com você?
Revirei os olhos.
Eu: Aquele cara é maluco isso sim.
Bruna: Porque maluco?
Eu: Como sabe que ele esteve aqui?
Bruna: Tava passando e ouvi você berrando, e depois vi
ele saindo e você batendo a porta.
Eu: Estava quase dormindo e ele teve a capacidade de
entrar aqui e me fazer carinho no rosto e dizer que veio me por pra dormir.
Bruna começou a rir desesperadamente.
Eu: Qual a graça?
Bruna: Sério que ele fez isso?
Eu: Sim, ele é maluco, acho que não viu que eu namoro
o Luan.
Bruna: Ele praticamente se jogou nos seus braços e
perdeu a noção do perigo, porque se Luan descobre ele tá ferrado.
Eu: Sei disso, é a terceira vez que ele me canta. Uma
vez na chácara do Luan e outra duas hoje.
Bruna: Eu aqui dando bobeira e ele querendo uma
comprometida.
Eu: Como assim dando bobeira? E o Henrique?
Bruna: Terminamos.
Eu: Por quê?
Bruna: Ele me traiu.
Eu: O que?
Bruna: Sim, eu fui corna.
Eu: Mas ele me parecia tão fofo.
Bruna: Antes eu deveria acreditar na minha mãe que
sempre falou: As aparências enganam Bruna.
Eu: Minha mãe também sempre falou isso.
Bruna: Conselho de mãe é aviso de Deus.
Eu: Sim. Agora vou tomar um banho que to com calor,
depois desço pra lá.
Bruna: Tabom. Vou tar lá com as meninas.
Ela saiu e fui tomar meu banho.
-Luan Narrando-
Naiara foi dormir e eu continuei lá em baixo com o
pessoal. Logo todos foram embora e resolvi tomar um banho, quando estava
passando pela sala ouvi o Bruna falar o nome da Naiara e acabei escutando a
conversa.
Bruna: Juro pra vocês, Naiara foi dormir e Israel teve
a capacidade de entrar no quarto do meu irmão e fazer carinho nela.
O QUE? COMO ASSIM?
Subi as escadas correndo e fui direto pro meu quarto,
cheguei lá Naiara estava de sutiã e calcinha com os cabelos molhados, deveria
ter saído do banho.
-Narração Off-
Luan chegou de surpresa e eu estava só de lingerie.
Eu: Bater na porta é bom sabia?
Luan: Me responde uma coisa?
Eu: Sim.
Luan: Que história é essa que o Israel veio no meu
quarto fazer carinho em você?
Eu: Bruna que contou?
Luan: Não interessa, então é verdade? –ele alterou o
tom da voz-.
Eu: Ei, baixa a bola ai. Ele veio sim, mas eu coloquei
ele pra correr. Cara sem noção.
Luan: Porque ele fez isso?
Eu: Pergunte pra ele, eu vim me deitar e ele entrou
aqui, disse que veio me por pra dormir, como se eu fosse alguma criança.
Luan: Não acredito que ele fez isso. Sem contar que a
criança é minha, e quem deve cuidar sou eu não ele.
Eu: Não sou criança.
Luan: Ele fez isso mais vezes?
Eu: Só andou me cantando, nada demais.
Luan: Nada demais?
Eu: Qual o problema? Eu não dava moral mesmo.
Luan: Por isso que aquele safado pediu pra você
mostrar o banheiro pra ele.
Eu: Por isso que te olhei quando ele falou, mas você
pediu.
Luan: Claro, como eu ia saber que ele te cantava,
nunca me contou nada.
Eu: Não via necessidade, só isso.
Luan: Deixa ele comigo.
Eu: Não vai fazer nada.
Ele se aproximou de mim e me puxou pela cintura.
Luan: Vai defender ele então?
Eu: Não to defendendo, agora me solta que preciso
terminar de me vestir.
Luan: Não precisa terminar, eu gosto assim.
Ele passou as mãos sobre meus seios e os apertou.
Eu: Luan, agora não é hora.
Luan: É sim.
Ele desabotoou meu sutiã e tirou-o, beijando meu
pescoço. Desceu uma de suas mãos até minha intimidade e começou a massageá-la
por cima da calcinha, o que me deu mais prazer. Me jogou sobre a cama e ali
terminamos o que tinha começado.
Amo tua fic.posta logo#Ariane
ResponderExcluirContinuuaa Ta Top!! <3
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