quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Capitulo 39

Acordei com meu celular tocando, minha mãe não estava mais ali.
Eu: Alô?
Babi: Oi prima.
Eu: Babi quanto tempo sumida.
Babi: Pois é. Fiquei sabendo do que aconteceu com você, está melhor?
Eu: Mas a notícia já correu pra BH? Eu to bem graças a Deus e ao Lucas.
Babi: Áh que bom, Lucas?
Eu: É, um amigo meu.
Babi: Então foi ele o moço que te salvou?
Eu: Sim, mas quem te contou?
Babi: Tia Cíntia. Ela ligou pra minha mãe.
Eu: Dona Cíntia adora preocupar todo mundo mesmo.
Babi: Tava pensando em ir pra Londrina, aproveitar que você vai ficar por um tempo aí.
Eu: Sério? Vem sim, estou sem ninguém aqui mesmo.
Babi: Posso ir então?
Eu: Mas é claro que pode.
Babi: Amanhã embarco então.
Eu: Tá me avisa quando for chegar, vou pedir pra mamãe te pegar no aeroporto.
Babi: Tudo bem, beijos.
Eu: Beijos.
Desliguei.
Cíntia: Quem era? –disse se sentando no sofá do lado-.
Eu: Babi, ela disse que vem pra cá amanhã.
Cíntia: Que bom que ela vem, ao menos você tem companhia por uns dias.
Eu: É. Dormi muito?
Cíntia: Já são 19:50 você dormiu era três horas da tarde.
Eu: Nossa.
Cíntia: Tá na hora do remédio.
Eu: Porque esses médicos não inventam um modo melhor pra curar a pessoa? Ninguém merece ter que tomar remédio.
Cíntia: Mas você reclama demais menina, tem que ajoelhar e agradecer a Deus por estar viva!
Eu: E ao Lucas.
Cíntia: Verdade. Falar nisso, seu pai quer marcar um jantar com ele em casa.
Eu: Com quem? O Lucas?
Cíntia: Sim, ligue mais tarde pra ele e marque um dia desses.
Eu: Mais pra quê?
Cíntia: Ele quer conhece-lo, agradecer também, sabe como é.
Eu: Ai meu deus, só senhor Paulo mesmo. Falar nisso, cadê ele?
Cíntia: Só chega na hora do jantar.
Eu: Pra variar.
Cíntia: Tá me enrolando? Vai tomar remédio logo!
Eu: Já vou!
Fui pra cozinha e tomei o remédio. Depois fui tomar um banho e resolvi caminhar, aproveitei que tava claro.
Eu: Mãe vamos dar uma volta?
Cíntia: Agora?
Eu: É mãe, vamos vai.
Cíntia: Tudo bem, só me deixa avisar a Cida.
Ela saiu e logo voltou. Caminhamos por alguns minutos, pedi pra minha mãe tirar uma foto minha e postei pros teles.

‘’ Caminhar um pouquinho, pra ajudar na recuperação. #Nah #Dodói :/’’

Cíntia: Não cansa de fotos não?
Eu: Não, meu trabalho é fotos mãe.
Cíntia: Por isso deveria se cansar, sempre fotografando.
Eu: Mais eu não enjoo, eu amo meu trabalho, amo tirar fotos e vai ter que me aguentar assim pra sempre.
Cíntia: Antes tivesse escolhido trabalhar com seu pai.
Eu: Tá reclamando?
Cíntia: Não, to brincando.
Eu: Acho bom.
Cíntia: Agora vamos voltar, seu pai já deve ter chegado, depois do jantar você tem outro remédio.
Eu: Mais um?
Cíntia: Sim, é um depois do café da manhã, outro depois do almoço, um depois do café da tarde e um depois da janta.
Eu: Tudo isso?
Cíntia: Você perdeu uma criança, teve hemorragia e está com anemia, precisa de vitamina pra ficar forte logo.
Eu: Não me lembra que perdi um filho, falar nisso depois tenho que ligar pro Luan, ele ficou bem abalado.
Cíntia: Qualquer um no lugar dele ficaria filha.
Voltamos pra casa, meu pai já havia chegado, jantamos juntos. Ele insistiu em marcar um jantar com Lucas e eu não pude fazer nada. Depois de tomar o remédio, assistimos TV. Por volta das 22:40 fui me deitar, coloquei meu pijama e liguei pro Lucas, ele chamou meu pai de louco, mas aceitou, disse que viria no fim de semana. Depois liguei pro Luan e conversei com ele, pela voz parecia estar um pouco melhor, mas acho que ainda chorava, contei pra ele do jantar e ele ficou com receio, mas aceitou, afinal, a ideia nem foi minha e sim do meu pai.
Acordei com minha prima me balançando.
Babi: Acoooooooorda Naiara!
Eu: Ai menina já vai. –joguei o travesseiro nela-.
Babi: Nem foi me buscar né?
Eu: Minha mãe não foi?
Babi: Sim.
Eu: Então.
Babi: Como tá?
Eu: Bem e você?
Babi: Bem, tenho tantas coisas pra te contar.
Eu: Legal, vou me arrumar e já desço pro café.
Babi: Chata! Tabom.
Ela desceu e fui fazer minhas higienes, depois fui tomar café e tomei meu remédio. Enzo me ligou e disse que eu tinha fotos e que viria no sábado pra Londrina e faríamos ali.
Babi: E como tá o namoro?
Eu: Áh, tá indo né?
Babi: Sabia que isso daria namoro ainda.
Eu: Desculpa aí vidente. E você?
Babi: Eu o que?
Eu: Namorando?
Babi: Que nada, tava de rolo com um cara, mas não deu nada.
Eu: Porque não?
Babi: Ele era casado.
Eu: Menina, você é louca?
Babi: Mas eu não sabia, ele me disse que era solteiro.
Eu: E Tia Marta o que achou disso?
Babi: Mamãe quase enfartou. –ela riu-.
Eu: Você é maluca.
Babi: Que culpa eu tenho se ele me disse que era solteiro?
Eu: E como você descobriu que ele era casado?
Babi: Vi ele com uma mulher de mãos dada em um supermercado, e ele carregava um bebê no colo.
Eu: Nossa, imagino a cara dele quando te viu.
Babi: Ficou desesperado, me ligou de noite e eu resolvi parar de me encontrar com ele.
Eu: Só se mete em roubadas hein?
Babi: Acho que é sina.
Ela riu. Ficamos conversando a tarde toda, fomos pra piscina, colocamos o papo em dia.
--
Manhã de sábado e o dia estava Lindo. Fiz a sessão de fotos e voltei pra casa só de tarde, Babi me acompanhou e depois passamos no shopping. Enzo voltou no mesmo dia com a equipe de trabalho, porque tinha um evento pra ir, fiquei com dó deles, só tava dando trabalho, mas eu não podia ir pra casa, mesmo querendo. Peguei uma foto das que tirei na sessão e postei pros teles.
‘’A picture paints a thousand words it's true, but it's still not enough for how I feel about you...’’
Já de noite, me arrumei e fui esperar Lucas, ele viria jantar hoje. Pedi pra Babi tirar uma foto minha e postei pros teles.
‘’ Me preocupo, e apesar dos pesares eu sempre quero te ver bem..’’
Babi: Quem é Lucas?
Eu: Lucas Lucco.
Babi: Sério? –ela fez cara de espanto-.
Eu: Sim. –ri-.
Babi: Você conhece todo famoso cara, ele é muito gato.
Eu: Ai senhor, eu sei. Você nunca conheceu ele?
Babi: Como eu vou conhecer ele? Não sou famosa!
Eu: Eu também não sou famosa, nos conhecemos por acaso.
Babi: Claro que é, agora namorando o Luan Santana, tá mais ainda.
Eu: Af-revirei os olhos-. Não gosto que falam isso, parece que sou alguma interesseira.
Babi: Todos sabem que não é.
Eu: Olha, deve ser ele.
Um carro preto se encostou e ele desceu, Leandro também tinha vindo. Nos cumprimentamos e entramos em casa.
Eu: Pai, o Lucas chegou.
Ele cumprimentou meus pais e sentamos na sala. Eles conversaram muito, meu pai ficou agradecendo ele e tudo mais. Leandro não parava de encarar Babi e eu percebi que ele estava afim. Dei sinal pra ele e fui pra cozinha, ele veio atrás.
Leandro: Fala figura.
Eu: De olho na minha prima né?
Leandro: É... Mais ou menos, mais ou menos. –ele imitou o cara do pânico-.
Eu: Percebi seus olhares.
Leandro: Quantos anos ela tem?
Eu: 19.
Leandro: Nome?
Eu: Babi.
Leandro: Hum. Ela é bonita.
Eu: E porque não conhece ela melhor então?
Leandro: Ela não é explosiva é?
Eu: NÃO! Tá insinuando algo menino?
Leandro: Não sei uai, seis são primas, de repente.
Fomos interrompidos com Babi.
Babi: Vem cá, como você deixa seus pais sozinhos com o Lucas lá? Ele tá morrendo de vergonha.
Eu: Ai, ele já se acostuma, Leandro queria água.
Babi: E você não pegou?
Ele me olhou e rimos.
Eu: Pois é, ficamos conversando, pega aí pra ele que eu vou voltar pra sala.
Babi: Tudo bem.
Pisquei pra ele, creio que entendeu o recado. Minha prima nem sacou nada, eu acho. Voltei pra sala e continuamos conversando, depois serviram o jantar e comemos todos juntos, percebi que Babi e Leandro já tinham pegado uma certa afinidade.
Lucas: Nossa, que sufoco. –disse se sentando na beira da piscina do meu lado-.
Eu: Áh, que isso Lucas, meus pais são legais.
Lucas: Eu sei, mas ele me fez tantas perguntas.
Eu: Ele é assim mesmo.
Lucas: E você, como tá?
Eu: Áh, to melhor né?
Lucas: Que bom .Cadê Leandro?
Eu: Deve tar por aí com a Babi. –sorri sapeca-.
Lucas: Cachorro foi mais rápido.
Eu: Como assim?
Lucas: Eu ia investir, que pilantra cara.
Eu: Af, por favor, Lucas.
Lucas: Que é, tá com ciúmes da sua prima comigo é?
Eu: Tô, to com muito ciúmes. Amigo meu não pega minha prima.
Lucas: E porque o Leandro pode? Ele é seu amigo também.
Eu: Mas você é melhor amigo, e outra, não era a Laís até pouco tempo?
Lucas: Pra falar a verdade ainda é. – ele abaixou a cabeça-.
Eu: Levanta essa cabeça agora e me conta.
Lucas: Ela tá namorando.
Eu: Como assim?
Lucas: Uai ela tá namorando.
Eu: Quem?
Lucas: Um tal de Gustavo. Af cara, perdi minhas esperanças já.
Comecei a rir.
Lucas: Qual a graça?
Eu: Não pode ser quem eu to pensando.
Lucas: Você conhece o vagabundo então?
Eu: Vagabundo nada. É um amigo meu e da Bruna, Laís ficou com ele em uma balada á um tempo atrás. Posso dizer que a ajudei.
Lucas: Muito bonito, minha melhor amiga me traindo?
Eu: Traindo nada, você não era nem afim dela ainda.
Lucas: Foda-se.
Eu: Ela tava numa balada, não poderia sair sem beijar ninguém.
Lucas: Antes tivesse saído, ao menos poderia ter algo comigo agora.
Eu: E quem disse que ela não pode?
Lucas: Qual a parte do ELA TÁ NAMORANDO que você não entendeu?
Eu: Não seja por isso. Tenta conquista-la.
Lucas: Mas do que já tentei? Não quero estragar o relacionamento dela.
Eu: Não precisa estragar, vai se aproximando aos poucos.
Lucas: Já te disse que ela não me dá espaço.
Eu: Puta que pariu, Laís também hein?
Lucas: Se xingar ela eu te afogo nessa piscina.
Eu: Nossa, que medo de você.
Lucas: Me sinto bem perto de você.
Eu: Já eu me sinto muito incomodada com a sua presença.
Lucas: Nossa, depois dessa vou embora.
Eu: Brincadeira bobinho.
Babi e Leandro voltaram.
Lucas: Por onde estavam?
Leandro: Andando.
Lucas: Andando como?
Leandro: Com as pernas Lucas, cada pergunta.
Lucas: Não usaram a boca andando não?
Eu: LUCAS.
Leandro: Claro que usamos, fomos conversando não é Babi?
Babi: Claro.
Lucas: Sei.
Leandro: Não enche. Ale já ligou que daqui meia hora embarcamos pra Goiânia.
Lucas: Af, já temos que ir então.
Leandro: Por isso voltei.
Nos despedimos e eles se foram, Leandro e Babi trocaram telefone, sinal que se curtiram. Babi foi pro quarto de hóspedes e eu fui pro meu, troquei de roupa. Liguei pro Luan e conversamos por longas horas, quando desliguei era 3:35 da madrugada, em seguida fui dormir.

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