quinta-feira, 26 de junho de 2014

Capitulo 49

-Luan narrando-
Sai da casa da Naiara arrasado, mil coisas se passaram por minha mente. As lagrimas insistiam em cair, e um buraco se estendia em meu peito. Não sabia o que fazer, nada vinha em mente. Peguei meu celular e disquei o número da casa da mãe da Naiara. Chamou, chamou, até ela atender.
Eu: Alô, tia?
Cíntia: Luan? Você ta chorando? Aconteceu alguma coisa?
Eu: Por favor tia, não deixa ela me deixar, não deixa ela jogar tudo fora assim.
Cintia: Eu não to entendendo, o que a Naiara fez?
Eu: Por favor, cuida delas pra mim nesse tempo. Conversa com ela, mas não deixa ela me deixar, eu amo sua filha mais do que tudo nessa vida.
Desliguei e fui pra minha casa.
Minha mãe estava na sala com Bruna, bati a porta e entrei sem falar nada. Escutei elas resmungarem, mas não dei ouvidos. Me enfiei no meu quarto e por lá fiquei.
Perdidos em meu pensamento nem vi a hora passar. Minha mãe havia vindo no quarto algumas vezes, mas eu não queria falar com ninguém.
Escutei toques na porta e gritei " Não vou abrir". E então escutei uma voz do outro lado me responder " Qual é patrão, abre logo". Era o Rober, depois dele muito insistir, abri a porta.
Rober: Até que enfim. Pensei que ia me deixar plantado aqui até amanhã.
Eu: Fala logo.
Rober: O que aconteceu? Sua mãe me ligou desesperada. Disse que você não comeu nada, não falou nada e ficou o dia todo trancado aqui.
Eu: Problemas pessoais, agora já pode ir.
Rober: Eu não vou sair ate você desabafar tudo pra mim. To vendo seus olhos pequenos e inchados, pelo visto esteve chorando o dia todo. E eu acho que sei a causa disso, e ela tem nome, Naiara Cardoso, acertei?
Eu: Não quero falar nesse assunto.
Rober: E vai ficar aqui se remoendo?
Eu: Ta doendo cara, nunca doeu tanto como hoje. Eu amo ela desesperadamente, e agora ela me fala que quer um tempo. E eu não sei se vou ter a mulher da minha vida de volta, ela ta gravida Roberval, gravida. A gente tinha planos, mas agora, agora ela simplesmente quer jogar tudo pro ar.
Ele me encarou boquiaberto.
Rober: Cara, eu juro que não imaginava que era tão grave assim. O que você fez desta vez?
Eu: Os meus ciumes idiotas, as minhas saídas pras baladas depois de shows, as minhas implicâncias por ela ir em lugares com as amigas, é isso. O meu ciumes mortal dela e do Lucas.
Rober: Luan, eu já te falei mil vezes que esses lances de ti ir pra baladas não ia dar certo. E já te falei mais ainda do seu ciumes com o Lucas. Cara acorda pra vida, se ela gostasse dele, ela não estaria com você, esse filho poderia ser dele, mas não. Ela preferiu suportar as suas manhas e ter esse filho com você. A sua insegurança ta destruindo seu relacionamento aos poucos. E se você continuar vacilando, ela vai te deixar, e vai ser pra sempre.
Escutei cada palavra dele, e parecia que facas eram enfiadas em mim. " Ela vai te deixar, e vai ser pra sempre". Essa frase martelava em minha mente e eu não conseguia pensar.
Eu: E o que você quer que eu faça? Eu não posso falar que vou parar com meu ciumes, porque isso nao tem como.
Rober: Passa a controlar. Confia na mulher que você tem, se comporte como um pai, como um marido. Porque se eu estivesse no seu lugar, eu não me importaria com papel assinado, com aliança, com igreja. Eu já estaria morando junto da minha mulher faz tempo. Eu estaria dando carinho à ela quando ela precisasse, estaria atendendo seus desejos sem reclamar.
Eu: Você sabe que eu não tenho tempo pra ficar sempre junto dela. E eu não posso me mudar pra lá sem falar com ela. A casa não é minha.
Rober: Cara, corre atrás. Pode ter certeza que ela vai adorar quando você chegar com suas malas dizendo que veio pra ficar definitivamente. Ela vai amar te ver junto dela. Ela vai esperar ansiosamente quando você for chegar de um show cansado e ela te fazer dormir. Ela não vai reclamar Luan.
Eu: Agora é tarde. Ela ta indo pra Londrina, vai passar uns dias na casa dos pais.
Rober: E isso te impede de reconquistar a sua mulher? Distância é o fim pra quem tem coração.
Luan: Eu não posso ir pra Londrina. Ela vai me tocar de lá.
Rober: Calma. Deixa eu pensar.
Ele ficou quieto por uns segundos.
Rober: É isso cara.
Eu: Isso o que?
Rober: Luan, você tem um acústico num restaurante em Londrina essa semana. Faça com que a Naiara esteja lá sem saber da sua presença.
Luan: E como ela não vai saber?
Rober: Liga pra mãe dela. Combina tudo, faz uma surpresa e reconquista essa mulher cara.
Luan: É o que eu mais quero. Cara obrigada, você me fez ter vontade de viver novamente. Eu estava perdendo as esperanças. Achei que hoje seria o fim mesmo.
Rober: Não precisa agradecer. Sabe que sempre que precisar eu vou ta aqui. Agora eu tenho que ir, e vê se toma um banho e come alguma coisa. Amanha você tem show aqui em SP, conversa com sua mãe, ela ta preocupada com você.
Eu: Pode deixar, obrigada mais uma vez, e diz pra minha mãe que logo eu desço.
Rober saiu e eu dei um suspiro de alivio. Ele sempre me aconselhava em tudo, e ele tinha total razão. Eu não podia deixar a Naiara fazer tudo por conta própria. Eu não podia esperar o tempo dela, e se ele demorasse? Eu não tinha mais tempo. Eu amava aquela mulher mais que tudo, e o vazio no meu peito era muito grande.
Tomei um banho e tentei relaxar.
-Fim da narração-.
Depois que o Luan foi embora, eu me vi em desespero. Peguei uma mala e fui jogando qualquer roupa dentro e peguei minha maleta de acessórios. Liguei no aeroporto e reservei minha passagem pra Londrina. Liguei pra minha mãe pra poder avisar.
Eu: Mãe, to indo pra Londrina, não da pra explicar. Depois eu te conto.
Cintia: Oi filha, como assim ta vindo? Tudo bem, depois a gente se fala então.
Desliguei e fui me arrumar, embarcaria em uma hora. Mandei um SMS pra Bruna e pedi pra ela vir buscar Bela pra mim e cuidar dela nesse tempo que eu ficaria fora.
Bruna: Tem certeza que vai fazer isso?
Eu: Eu preciso de um tempo Bruna.
Bruna: Ele ta tão mal. Não comeu nada, ficou o dia todo trancado no quarto, não quer falar com ninguém.
Eu: Isso ai é problema dele. Eu não pedi pra ele fazer greve de fome, apenas pedi um tempo pra pensar, eu preciso me resolver, tenho que colocar as coisas no lugar.
Bruna: Eu só vou te pedir uma coisa.
Ela falou com os olhos cheios de lágrimas.
Bruna: Não joga tudo pro ar não. Tem uma princesa dentro de você, e ela não pode crescer sem um pai. Eu nunca vi meu irmão tão mal na minha vida. Se eu posso te falar algo que tenho certeza, eu vou falar com todas as forças vocais que eu tenho. O LUAN AMA VOCÊ, ELE AMA VOCÊ.
Ela sorriu e deixou uma lagrima escorrer.
Eu: Eu não tenho dúvida nenhuma disso, mas você sabe porque eu pedi esse tempo. Eu vou voltar Bruna, não se preocupa, a gente se fala.
Me despedi dela e peguei minhas coisas. Chamei um táxi e segui pro aeroporto.
***
Cheguei em Londrina e meu pai me esperava.
Eu: Pai, que saudades.
Abracei ele e beijei sua testa.
Pai: Oi minha flor, como esta a pequenina?
Ele passou a mão na minha barriga.
Eu: Ta bem graças a Deus.
Pai: Então vamos pra casa, porque já ta esfriando.
Cheguei "em casa", levei minhas coisas pro quarto e depois desci pra explicar tudo pros meus pais. Eles eram bem sossegados.
Mãe: Filha, você não acha que foi muito rígida em pedir um tempo?
Eu: Rígida mãe? Nesses últimos meses ele não me deixa fazer nada. Mas ele sai pra baladas com amigos, e eu sou obrigada a ficar quieta?
Pai: Nesse ponto ela está certa amor. Ela não pode continuar fazendo essas coisas, é a mesma coisa dele estar solteiro.
Mãe: Eu sei Paulo. Mas nada que uma boa conversa não resolva. Não precisava fazer tudo isso filha.
Eu: Vem cá, você ta do lado do Luan agora?
Mãe: Eu não to do lado de ninguém. Naiara ele me ligou hoje desesperado, chorando, pedindo pra eu não deixar você jogar tudo fora assim, falando que te amava.
Eu: Ah, claro, ele tinha que se passar por bonzinho.
Mãe: Ele não se passou por bonzinho, ele simplesmente não ta bem. Liguei pra Marizete também, ela falou que ele se trancou no quarto, parou de comer, e que não quer falar com ninguém.
Eu: Bruna me falou isso. Mas eu não pedi pra ele fazer greve de fome, só pedi um tempo pra pensar. E isso também não significa que eu joguei tudo pro ar assim.
Pai: Filha, nós homens, quando a mulher pede um tempo, a gente acha que ela terminou, que não vai mais voltar.
Eu: Eu amo o Luan de um jeito, que não tem explicação. E eu só fiz isso, pra ele poder parar pra pensar nas burradas que ele andou fazendo, e se arrepender. Esse tempo que eu pedi, foi mais pra ele, do que pra mim.
Mãe: Tudo bem querida, e quando você vai voltar pra SP?
Eu: Não sei ainda. Quero ficar aqui um pouco, quero curtir meus pais. Faz tempos que não nos vimos, eu já estava entrando em abstinência.
Mãe: Agora que você ta gravida, não é bom ficar viajando muito. Se tivesse me ligado, eu teria ido pra lá.
Eu: Mãe, ta doida? Eu já vim pra cá, pro Luan não ficar indo em casa me encher, porque eu sei que eu iria perdoá-lo. E eu não quero isso agora, quero que ele se arrependa.
Mãe: Entendo, quer que ele aprenda com o próprio erro.
Eu: Exatamente. Só não falo que ele vai vir aqui atrás de mim, porque ele tem shows essa semana, senão ele iria vir.
Pai: Sei bem como é. Eu e sua mãe passamos por isso também. Na época eu morava em São Paulo ainda, e ela aqui.
Meu pai começou a contar histórias dele e da minha mãe. Depois tomei meu banho, e fui jantar. Conversei mais um pouco com eles e fui me deitar.
Acordei na madrugada, com meu celular. Era uma nova mensagem, e adivinha de quem? Sim, Luan. Abri a mensagem, e tava escrito.
" O que temos pra hoje é saudade, mas qual de nós vai procurar, um pretexto, um motivo pra voltar? Foi ontem mas eu já sinto vontade, das bocas juntas e o calor do nosso lugarzinho de amor. Já é tarde, ta frio, é noite, eu sozinho, minhas mãos tão comixando pra ligar... Te amo"
Li e reli aquela mensagem, não sei quantas vezes. Minha vontade foi de responder, mas eu não podia fazer isso. Coloquei meu celular sob a cômoda e voltei a dormir.
Acordei por volta das 9 horas, fiz minhas higienes e resolvi sair pra dar uma volta pelo condomínio. O dia estava lindo. Desci e comi apenas uma maçã, peguei meu fone e fui caminhar. Como de costume me sentei no banco em baixo da árvore de frente pro lago. Lá eu pude relembrar várias cenas minha e do Luan...
Xxx: Naiara?
Eu: Ah, oi...
Me virei pra ver quem era.
Eu: Bruna? O que você ta fazendo aqui?
Bruna: Vim ficar com você amiga.
Ela se sentou do meu lado.
Eu: Bruna, não seria melhor você ter ficado pra cuidar do seu irmão?
Bruna: Não, Luan hoje e amanha tem show em São Paulo. Ele fica com meus pais.
Eu: Cadê suas coisas?
Bruna: Ta na sua casa, sua mãe me falou que você tinha saido pra caminhar, e eu já imaginei que viria aqui.
Eu: É..
Bruna: Naiara.
Eu: Ham?
Bruna: Porque você veio aqui?
Eu: Ah.. Porque é o meu lugar predileto.
Bruna: Só isso?
Eu: Tem algo mais?
Bruna: Não sei, tem?
Ela me encarou.
Eu: Ta. Por causa do Luan também, me lembra muito ele.
Ela sorriu.
Bruna: Eu sabia.
Eu: Porque perguntou então?
Bruna: Porque queria que você falasse.
Eu: Ele me mandou uma mensagem na madrugada.
Bruna: Serio? Posso ler?
Eu: Sim.
Peguei meu celular de dei a mensagem pra ela ler.
Bruna: Ai como meu irmão pode ser tão fofo assim? -ela me entregou o celular-Você não respondeu?
Eu: Não né? Esqueceu que estamos brigados?
Bruna: Vocês parecem duas crianças sabiam?
Eu: Muito obrigada pela parte que me toca.
Bruna: É serio. Discutem por coisas bobas.
Eu: Nossa ultima discussão não foi por coisa boba. Eu tive razão e você sabe disso.
Bruna: Eu sei amiga, eu falo de brigas atrás sabe? To lembrando do dia do cinema, brigando por causa do tamanho do pote de pipoca.
Lembrando daquele dia, acabei dando risada.
Eu: Claro, ele comprou um pote grande e iríamos dividir. Mas ele comeu tudo sozinho antes de começar o filme.
Bruna: Luan sempre foi guloso.
Eu: Ele sempre foi um gordo, isso sim.
Bruna: O gordo que você ama né?
Eu: É. Que eu amo muito.
Bruna: Então volta pra ele.
Eu: Se você ta pensando que vai me convencer, pode tirar seu cavalo da chuva.
Bruna: Não tem conversa com você mesmo hein?
Eu: Pensei que tinha vindo por causa de mim e da Alice. Mas pelo visto, você veio só pra fazer minha cabeça.
Bruna: Ai, claro que não. Eu vim porque quero ficar com vocês, quero ir no shopping, tava com saudades daqui.
Eu: Sei... Você não me engana dona Bruna Santana.
Ela revirou os olhos.
Eu: Mas OK, depois do almoço a gente vai no shopping, tudo bem?
Bruna: OK, eu vou ver umas coisinhas pra Alice.
Eu: Escutou amor? Titia Bruna vai te dar presente.
Falei passando a mão na minha barriga.
Bruna: Ta grande né?
Eu: O que?
Bruna: Sua barriga.
Eu: É, to parecendo uma bomba.
Bruna: Fico me imaginando sendo mãe.
Eu: Vai ficar a coisa mais feia.
Bruna: Obrigada, eu também te acho linda.
RI da cara dela.
Eu: Mentira amiga, você é a cunhada mais linda do mundo tabom? Agora vamos embora, a Alice ta pedindo pra comer jaca.
Bruna: Jaca?
Eu: Sim, jaca com mel.
Bruna fez careta.
Bruna: Como assim?
Eu: Bruna eu to com desejo.
Bruna: Agora sim eu sei porque meu irmão fala que você tem desejos sinistros.
Eu: Ai, deixa ele pra lá. Vamos embora logo.
Fomos pra casa. Minha mãe falava no telefone, ela fez uma cara quando me viu e desligou rapidamente.
Eu: Posso saber com quem você falava?
Mãe: Ah... É... Tava reservando uma mesa pra gente.
Eu: Mesa? Pra que?
Mãe: Num restaurante no sábado filha. Vamos jantar fora, eu você e a Bruna.
Vi Bruna sorrindo pra minha mãe.
Eu: Tão me escondendo algo?
Bruna: Mas eu não posso nem sorrir mais?
Eu: Ai ta. Mãe, eu to com desejo.
Bruna: Um desejo sinistro tia.
Eu: Fica quieta!
Mãe: O que você quer?
Eu: Jaca com mel.
Minha mãe fez careta.
Mãe: Jaca com mel Naiara?
Eu: É.
Mãe: Ai filha, eu tenho mel, mas jaca tenho que comprar.
Eu: Então compra.
Mãe: Vou pedir pro seu pai trazer.
Eu: Tudo bem.
Ela ligou pro meu pai, que logo chegou.
Preparei minha jaca com mel e fui comer. Eles me olhavam com uma cara do tipo "Ela não ta comendo isso".
Eu: Parem de me olhar com essa cara.
Bruna: Ai amiga, ta tao nojento isso.
Eu: Ta é uma delicia. Quer provar?
Bruna: Não, obrigada.
Depois que comi fui tomar um banho.
Bruna: Amiga, quero arrumar um namorado.
Eu: Ai Bruna, pra que? Pra depois ficar se lamentando como sempre?
Falei penteando meus cabelos.
Bruna: Ai amiga, me sinto tão carente.
Eu: Calma Bru, o seu bofe escândalo ta perto.
Bruna: Sera amiga?
Eu: Para de se lamentar garota.
Bruna: Você parece tão bem.
Eu: Mas eu estou bem.
Bruna: Não amiga, eu falo tipo, sem o Luan entende?
Eu: Ah, acho que é porque a gente quase não se via...
Bruna: Ou você ta eescondendo sua dor...
Meus olhos se encheram de lagrimas.
Eu: Não precisa ficar me lembrando dele.
Bruna: Desculpa. Eu só perguntei.
Suspirei fundo e fomos pra sala ver um pouco de TV enquanto o jantar não tava pronto.
No dia seguinte fomos pro shopping, comprei algumas coisinhas pra mim e pra Alice também. Bruna comprou uma casinha de boneca linda, o preço era altíssimo, mas ela disse que não se importava. Passamos a tarde toda no shopping, só não fomos no salão porque no fim de semana iriamos no restaurante, então deixamos pra fazer tudo junto.
Mãe: Filha, já pensou numa roupa de saída do hospital pra Alice?
Eu: Não mãe, ta um pouco longe pra comprar ainda. Vou deixar pra madrinha da Alice comprar.
Bruna: Já escolheram ate a madrinha? Nossa, e você nem me falou quem vai ser.
Eu: O Bruna, eu não sei porque você ta perguntando. Você sabe que a madrinha da Alice vai ser você.
Ela me olhou com ar de surpresa.
Bruna: Serio?
Eu: Não, mentira. -revirei os olhos-.
Bruna: AF, sem graça.
Eu: Mas é claro que vai ser você Bruna! Meu Deus, quanta lerdeza. Isso é mal de familia mesmo.
Ela me abraçou.
Bruna: Ai, que emoção. Vou ser tia madrinha.
Mãe: Que legal sua escolha filha. A Bruna ta mais empolgada que você pra essa criança nascer logo.
Eu: Eu sei disso, mas desde que fique claro que a filha é minha OK? E ela não vai viver com você.
Bruna: A Alice nem nasceu e você já ta com ciumes dela. É uma tonta mesmo, é claro que ela vai viver contigo né Naiara?
Eu: Só to avisando, porque você falta roubar a Bela de mim.
Ela revirou os olhos.
Eu: Falar na Bela dona Bruna, ela tava na sua responsabilidade. O que você fez com minha filha?
Bruna: Ah é. Esqueci que moro sozinha. É obvio que ela ta com meus pais né?
Eu: Hum, acho bom. Agora vamos na sorveteria.
Bruna: É uma gorda mesmo.
Eu: Eu to comendo por duas agora. Fica quieta!
Minha mãe só ria de mim e da Bruna, a gente se dava muito bem e desde o início da gravidez ela sempre esteve presente. Ate mais que o Luan, ela sempre ia nas consultas comigo, quando Luan não podia ir claro. Porque quando ele tava em casa, ele não deixava ela ir, morre de ciúmes da filha, isso porque nem nasceu. Mas enfim, eu não via outra pessoa pra ser a madrinha senão ela.

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