Nunca senti tanta dor na minha vida, não dava pra acreditar que minha filha já iria nascer. Luan ao invés de se movimentar, ficava falando "minha filha vai nascer", até que dei um grito com ele e ele acordou pra vida.
A casa tava uma bagunça e eu sentia muita dor. Minha mãe já tinha ligado pra minha médica e ela disse que aguardaria no hospital. Marizete iria em seguida com Bruna e levaria nossas bolsas que já eestavam prontas.
Seguimos pro hospital e eu não sabia se pedia pro Luan ir devagar com medo de acontecer alguma coisa, ou se pedia pra ele correr mais com medo da minha filha nascer no caminho. Minha mãe estava comigo e ficou me acalmando, ou pelo menos tentando. Eu já estava soando frio e minhas contrações estavam mais fortes e mais frequentes.
Fui encaminhada direto pra sala de cirurgia e Luan havia ido colocar uma roupa pra assistir o parto. Cheguei na sala e a doutora me ajudou a colocar a roupa junto da enfermeira. Preparam a anestesia e Luan já estava adentrando a sala.
Luan: Amor, você ta bem?
Eu: To, só ta doendo.
Luan: Já vai ppassar, fica calma , eu to aqui com você.
Doutora: Pronto mamãe, vamos começar.
Luan beijou minha testa e ficou do meu lado segurando a minha mão. Eu fazia muita força, mas parecia que não adiantava, as enfermeiras me pediam calma, pra eu respirar fundo, mas minha ansiedade estava grande demais pra eu pensar em ter calma. Só queria pegar minha filha. Quando pensei que não aguentaria, ouvi um choro fino, uma voz aguda, e na mesma hora, vi os olhinhos do Luan deixarem algumas lágrimas escorrerem. E ele sussurrar "ela é linda". E naquele momento, eu não consegui ver mais nada.
-Luan narrando-
O parto da Alice foi lindo, minha filha era linda! Naiara já estava sem forças, o que estava me preocupando. Foi difícil segurar a emoção quando vi aquela bênção pequenina chorando, olhei pra Naiara e ela sorria, mas seus olhos estavam se fechando, as enfermeiras pediram pra eu sair da sala e não me deram tempo nem de pegar minha filha, só disseram que eu teria que sair. Tentei perguntar o que tava acontecendo, mas elas não me disseram, me expulsaram e pediram pra eu aguardar. Fui me trocar e fui direto pra sala de espera, onde estava meus pais, Bruna, meus sogros e Rober. Todos me olharam e perguntaram em coro "Eai? Nasceu?"
Eu: Nasceu gente, eu sou pai, o pai mais feliz do mundo!
Recebi um abraço em conjunto, e não sabia o que falar quando ouvi perguntarem de Naiara.
Cíntia: E a minha filha?
Eu: Ela estava sem forças, desmaiou assim que a Alice nasceu, não sei o que aconteceu, as enfermeiras me tiraram as pressas.
Bruna: Meu Deus mãe. A Naiara! -ela disse em desespero e começou a chorar-.
Cíntia: Minha filha, meu Deus. Eu preciso falar com alguém.
Todos entraram em choque e eu não sabia o que fazer nem falar. Tentei acalmá-los, até que minutos depois a doutora apareceu.
Eu: Graças a Deus, por favor, diga que tem boas notícias.
Doutora: Calma papai. Tenho ótimas notícias, sua filha é linda e tem muita saúde. E sua mulher está bem, teve uma pequena queda de pressão devido ter feito muita força.
Dei um suspiro aliviado e agradeci a Deus por não ter deixado nada acontecer com ela.
Eu: Onde elas estão?
Doutora: Elas já foram pro quarto, quer ir vê-la?
Eu: Claro, por favor.
Deixei o pessoal ali e fui pro quarto onde estava minha mulher e minha filha. Ao abrir a porta, me deparei com uma das cenas mais lindas, Naiara amamentava Alice pela primeira vez. Ao me ver, ela abriu um sorriso lindo e bateu no canto da cama pedindo pra eu me sentar. Dei um selinho nela e um beijinho na testa da Alice e ali fiquei.
Naiara: Ela é tão linda.
Eu: Acho que puxou pra mim né, sou lindão.
Naiara: Já vai começar? A menina nem nasceu direito.
Eu: To brincando amor. Como você ta?
Naiara: Um pouco fraca ainda, foi queda de pressão, mas logo to melhor, já tomei medicamento, e esse soro aqui deve ajudar.
Eu: Jaja voce ta forte denovo. Tava todo mundo preocupado.
Naiara: Desculpa, não queria deixar vocês nervosos.
Eu: Magina amor.
Naiara: Canta pra ela Luan, será que ela vai reconhecer a voz? Quando você cantava, ela faltava saltar da minha barriga.
-Naiara Narrando-
Luan: É verdade né, vou cantar a que eu sempre cantei.
Luan começou a cantar bem baixinho a música "Aos olhos do Pai", que ele sempre cantava pra Alice, e foi emocionante a reação dela. Ela soltou meu seio, e levou os olhinhos até o Pai dela, como se entendesse o que ele falava. Comecei a chorar igual uma boba e Luan sorria e derramava lágrimas também.
Eu: Você lembra dessa música é?
Dei Alice pra ele com todo cuidado do mundo, do jeito que era desastrado, capaz de derrubar a menina.
Eu: Amor, cuidado, por favor.
Luan: Acha que vou derrubar minha filha?
A porta abriu e meus pais, meus sogros, junto de Bruna e Rober entraram.
A carinha deles de apaixonados era visível ao verem Alice.
Bruna: Como ela é linda, deixa eu pegar ela PI.
Luan: Ah não, eu acabei de pegar minha filha, deixa ela quietinha aqui.
Bruna: Você vai ter todo tempo pra pegar ela, agora deixa eu um pouquinho.
Marizete: Pela mor de Deus, vocês vão brigar por causa da Alice agora?
Eu: Menos gente, vão assustar a menina desse jeito.
Fiquei conversando com todos, e Luan não queria mais soltar a filha, deu trabalho até pra deixar os avós pegarem a neta.
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Enfim lar doce lar. Eu e Luan já havíamos mostrado a casa toda pra Alice, e ela estava no seu bercinho dormindo, era tão calminha. Deixei a babá eletrônica ligada, e fui pra sala, onde estava senhor Luan, vendo Bob esponja.
Eu: Tava com saudade do Bob é? -falei me deitando no sofá cama junto dele-.
Luan: De você também. -disse me beijando de forma totalmente intensa, me deixando até sem ar-.
Eu: Ai amor, não podemos.
Luan: Porque não? A Alice já nasceu.
Eu: Mas eu to menstruada, fiquei 9 meses sem, agora é 1 semana menstruando.
Luan: Eu não acredito nisso. Joguei pedra na cruz, não mereço esse castigo.
Eu: Quanto drama - falei rindo-.
Luan: Isso é abstinência.
Eu: Semana que vem a gente mata toda essa saudade ta?
Luan: Semana que vem eu volto a fazer show.
Eu: Quando você voltar então.
Luan: Ah não! Quando eu voltar... Vai ser daqui 15 dias então?!
Eu: Sim.
Luan: Ai que dor no meu coração. Não é possível.
Eu: Relaxa amor, passa rapidinho.
Ficamos um tempinho ali juntinhos namorando, até nossos pais chegarem. Correram pro quarto da Alice e eu ja estava ficando enciumada, meus pais nem me abraçaram direito.
Amarildo: Vocês capricharam mesmo hein? Olha que coisa mais linda.
Mãe: Ela parece a Naiara quando pequena, era calminha.
Luan: E depois ficou estressada né? Tomare que minha filha não puxe essa parte pra ela.
Eu: Isso foi uma piada né?
Luan: Foi amor, é apenas uma brincadeira.
Bruna: Agora que você já ganhou neném, já pode voltar pra academia, pra malharmos juntas.
Luan: Que academia o que mmenina, ta ótima assim né amor?
Eu: Claro que vou voltar Bru, só esperar a Alice crescer mais um pouquinho. Preciso ficar fitness pro casamento né?
Marizete: Claro que precisa. Apesar que você não está gorda.
Luan: Não ta mesmo, nem precisa de academia Naiara.
Bruna: Ishi menino, deixa ela, se ela quiser malhar ela vai oshe!
Luan: Cuida da sua vida Bruna, a mulher é minha!
Marizete: Gente, vamo parar né?
Eu: É, vamos parar porque a Alice ta acordada.
Não deu nem tempo de eu piscar meus olhos e meu pai já estava com ela nos braços e virou a festa pegar minha filha, até ela começar a chorar e eu enfim pude pegá-la pra amamentar.
Mãe: Você era assim , só chorava pra mamar.
Luan: Não to gostando disso não, só sabem falar que ela parece a Naiara. A filha é minha também.
Marizete: Calma filho, ela é um recém nascido ainda, daqui a pouco os traços ficam mais forte.
Eu: Larga de ciúmes Luan, olha a boquinha dela, é igual a sua.
Pai: Não é não, é igual a minha! -zombou e todos riram-.
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Já se passou uma semana e minha mãe ficaria comigo nesse primeiro mês da Alice, pra me orientar em muitas coisas, já que eu não tinha experiência alguma. Luan havia viajado já, e chorou muito devido ter que ficar longe da filha.
Mãe: Fiquei com dó do Luan.
Eu: Também fiquei mãe, mas é o trabalho dele.
Mãe: Mas é difícil pra ele, ainda mais pai de primeira viagem.
Eu: Eu sei que é, não gosto nem de pensar em ficar longe dela.
Mãe: Imagine ela correndo isso aqui tudo, te deixando de cabelos em pé.
Eu: Não vejo a hora sabia? Quero ensinar tantas coisas pra ela.
Papeamos por muito tempo, até Alice resmungar e fazer nós duas corrermos pro quarto. Ela só estava com a fralda encharcada. Depois de trocá-la, resolvemos dar uma voltinha com ela no condomínio mesmo, colocamos ela no carrinho e fomos. Estava um dia lindo, e minha filha não havia passeado ainda. Encontrei algumas vizinhas e nem preciso dizer que todas me paravam pra me parabenizar e babar na Alice. Por fim o sol tava ficando forte e preferimos voltar pra casa. Meu celular tocou e vi que Enzo, que saudades daquele gay.
Eu: Fala sumido.
Enzo: Como vai a mamãe mais linda?
Eu: Melhor impossível né? E você como ta?
Enzo: To bem, quando posso ir aí ver vocês?
Eu: Todos os dias se quiser.
Enzo: Olha que eu vou hein? Mas então, café da tarde hoje ai ?
Eu: Fechado!
Enzo: Vou levar a Cinthia viu?
Eu: Isso, trás ela sim! Vou desligar que minha filha quer mamar.
Enzo: Vai lá! Até mais tarde.
Eu: Até!
Desliguei e fiquei amamentando Alice, coloquei ela pra arrotar depois, mas ganhei uma bela gorfada, teria que me acostumar né. Enquanto minha mãe fazia o almoço, deixei Alice dormindo no carrinho com ela na cozinha e fui tomar um banho. Fiquei olhando minhas redes sociais por um tempo, e resolvi postar uma foto, fazia tempo que não aparecia e muitos estavam perguntando como eu estava.
terça-feira, 22 de setembro de 2015
Capitulo 65
Oi amores, quantas saudades! Passando pra avisar que eu e a Alice estamos bem! Logo mais ela aparece pra conhecer vocês. Beijos!
Assim que sai do banho meu celular tocou, e pra minha surpresa era Luan.
Eu: Oi amor!
Luan: Oi mãe mais linda do mundo! Como ta a Alice?
Eu: EU TO BEM, E VOCÊ? A ALICE TA BEM TAMBÉM, DORMINDO COMO SEMPRE.
Luan: Desculpa amor, é que to com tanta saudade dessa pequena, que até me esqueci de perguntar como você ta.
Eu: Ah, saudade só dela então? Tabom Luan.
Luan: Não é isso Naiara, você entendeu.
Eu: Não, eu não entendi, e também não quero que me explique. Preciso desligar, passar bem.
Desliguei o celular em estado de nervos. Mas que saco, agora ele só lembra da filha e esqueceu que tem mulher também.
Mãe: Que bico é esse?
Eu: Seu genro.
Mãe: O que Luan aprontou dessa vez?
Eu: Ele ligou e só perguntou da Alice, só disse que ta com saudades dela, e eu, onde fico na história?
Mãe: Ai filha, de início é normal isso. Poxa, ele vive viajando, é normal querer saber antes da filha, ainda mais recente assim.
Eu: Tudo bem mãe, mas eu não deixei de existir só porque ela nasceu. E isso me chateia.
Mãe: Desisto de você. Vocês que se entendam, o almoço já está pronto.
Eu: Perdi a fome.
Mãe: Mas a sua filha não, então, você não pode se esquecer que ela precisa de você pra sobreviver, por isso, trate de se alimentar bem.
Revirei os olhos e fomos almoçar enquanto Alice dormia no carrinho de bebê.
Depois que almocei, levei Alice pro quarto, amamentei, e troquei a fralda dela. Fiquei com ela até ela adormecer e deixei a babá eletrônica ligada, fui pro meu quarto e aproveitei pra tirar um cochilo.
Acordei com um converseiro vindo lá de baixo. Dei uma arrumada na minha cara que estava linda amassada, e fui pegar Alice para descermos.
Assim que apontei na escada com minha filha nos braços, ouvi os aplausos de Enzo e Cíntia.
Enzo: Que cena mais linda Brasil.
Ele disse vindo em minha direção e beijando minha testa.
Cíntia: Como ela é linda Nah.
Eu: Sou a mãe mais apaixonada desse mundo.
Mãe: E eu a vó mais bobona.
Enzo: Luanzinho caprichou mesmo hein?
Eu: Não só ele né ?!
Enzo e Cíntia passaram o resto da tarde comigo e confesso que foi maravilhoso reve-los, estava com muitas saudades.
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Meu Deus! Porque demora tanto pra atualizar???
ResponderExcluirolha minha fanfic
ResponderExcluirCont pfv ansiosa
ResponderExcluirCont pfv ansiosa
ResponderExcluirContinuaaaaaaaaaaaaaaaaa
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